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Aikidoístico Blog

Tendo a ter vontade de voltar a treinar Aikido. Sei lá, passei pelo menos 20 anos treinando esse treco e vez ou outra bate uma crise de abstinência. Dificilmente voltarei e, se voltar, muito dificilmente será Aikikai (Uma fundação tida como "oficial" do Aikido, cujo presidente é sempre um descendente do fundador).
Minha opinião pessoal: Aikikai não representa o Aikido. Representa a visão de Aikido de Kisshomaru Ueshiba (filho do fundador); um Aikido que não tem nem remotamente a qualidade do fundador nem de seus alunos mais destacados de antes da guerra do Pacífico.
O que sempre notei é uma missão obstinada de fazer do Aikido uma "marca registrada" exclusiva e, ao mesmo tempo, vender um estilo de arte marcial vazio, robótico e processado. Atemi (golpes de impacto, como socos, chutes, etc), por exemplo, virou lenda urbana. Mesma coisa treino com armas.
Óbvio que não falo de todos na Aikikai. Alguns "dinossauros" ainda mantém um foco de resistência, mas a tendência é que eles desapareçam.
Além de toda essa baboseira, a organização, por motivos de inveja ou rancores antigos, tem tentado com todas as suas forças apagar da história todos aqueles que REALMENTE promoveram, apoiaram e ajudaram Morihei Ueshiba a desenvolver seu budo. Entre esses que vem se tornando inomináveis estão Morihiro e Hitohira Saito, Kenji Tomiki e Gozo Shioda.
Justamente três vertentes que muito me interessam.
Da versão de Saito eu tô excomungado, ao menos no Rio de Janeiro. Quem sabe, muito talvez, eu tente uma das outras. Ou um Aikikai jurássico.



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