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Nadador blog

  Lembrei de uma história de quando eu era pequeno.  Tá, criança.   Comecei a fazer natação por conta da asma, eu devia ter uns 6 anos no máximo.   Pouco tempo depois de ter começado, ia haver uma competição de natação no clube, que era relativamente grande e bem famoso na época. Professor convenceu a participar e eu fui sabendo que não ia ganhar.  Eu tinha um plano. Eu pensei "sou novo na natação, vou chegar em último e depois vou melhorando nas competições. Depois chego em penúltimo, sexto, quinto, quarto, terceiro, segundo e, finalmente, primeiro. " Parecia um plano genial pra mim.  Chegou o dia da competição, clube lotado. Provas e mais provas ocorrendo, até que chamaram minha categoria. Todos os moleques que iam competir comigo já nadavam há muito mais tempo, já competiam. Era óbvio o que ia ocorrer e tudo bem.  Dada a largada, nadei até o outro lado e voltei já sabendo qual seria o resultado. Olhei pros lados, só um garoto havia chegado, todos os outros estavam ainda ch
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Luso-Nipônico blog

Não faz muito tempo eu estava comendo uma kasutera. Amo esse bolo, e ele lembra muito o pão de ló português. Coincidência? Não mesmo. O nome original do pão em Portugal é "Pão de Castela". 😮😮😮 Mas, então, como assim? Então, amados, acontece que a influência portuguesa no Japão remonta ao século XVI, mais precisamente 1543, quando marinheiros portugueses aportaram no Japão pela primeira vez.  E não parou pela Kasutera, não.  Sabe o nosso querido Tempura? Então, português. Em Portugal ele se chama "peixinhos da horta" e, no Japão, se chama tempura por conta do fato que os monges jesuítas não comiam carne vermelha na época da quaresma, ou "ad tempora quadragesimae". Armas de fogo no Japão? Introdução dos portugueses. Foram proibidas por um tempo quando o Japão se fechou. Mas depois o Comodoro Perry abriu na marra. Inclusive os japoneses criaram uns arcabuzes lindos, a tanegashima.  Cristianismo no Japão? Portugueses. (Deu merda depois, mas isso talvez fiqu

Vínhico Blog

Pouca gente sabe, mas eu gosto de vinho. Não, não sou enófilo, sommelier nem nada disso, apenas gosto de beber de vez em quando. E, como venho de família portuguesa com uma enorme tradição em cortiça, acabei conhecendo um pouco.  Pra começo de conversa: O que é o vinho? Basicamente é o sumo da baga da videira ( a querida uva) fermentado. E ele é velho pra cacete. Põe aí uns 6000 anos antes de Cristo. Tem até deus pra ele, e ele tem uso religioso pro cristianismo também. É, é uma bebida que tem cacife. "Ah, mas Alexandre, vinho é um treco caro e requintado. Não serve pra mim!" Ledo engano, jovem! Por exemplo, nos países que mais consomem vinho, tipo Portugal, França e Itália, tu toma vinho barato e num copo comum. Normal. Óbvio que existem vinhos caríssimos, que se bebem com toda pompa e circunstância. Mas não tem disso pra tudo nessa vida? Até cachaça gourmet tem. Você acha vinhos bons por 30 e poucos reais. E não tenham medo dos vinhos brasileiros. "

Metafórico Blog

 Dave Grossman, Ten Cel do Exército Americano, que foi da  82nd Airborne Division e graduado na Ranger Academy, relata que um veterano da Guerra do Vietnã certa vez lhe disse que as pessoas se dividem em ovelhas, lobos e cães pastores. A maioria das pessoas é composta por ovelhas. Vive sua vida sem na maioria das vezes ser capaz de um ato violento por N razões.  Os lobos são os que se alimentam das ovelhas. É quem se aproveita disso pra se alimentar sem perdão.  E existem os cães pastores. Aqueles que possuem o dom da violência mas que a usam para proteger as ovelhas dos lobos. Pois bem. Concordo com isso, desde que em condições ideais de temperatura e pressão.  Lobos são, basicamente lobos. Tenho que concordar com isso. Nesse caso consigo ser maniqueísta sem pudores.  A polícia do RJ me diz que nem sempre o cão pastor existe pra proteger a ovelha. Muitas vezes são lobos atuando como cães pastores, e isso sempre dá merda.  As ovelhas ainda são maioria, concordo. Mas entre e

Galístico blog

 O Galo de Barcelos é um dos símbolos mais famosos de Portugal. Ele, como seu nome diz, surgiu de uma lenda da Cidade de Barcelos, famosa por suas olarias e por ser uma das paradas do tal Caminho de Santiago de Compostela. Contudo, ultrapassou as fronteiras da cidade nortista e é conhecido mundo afora como "Galo português". Reza a lenda que, certo dia, os habitantes de Barcelos estavam em polvorosa  com um crime, que imagino ter sido grave dado o desenrolar, mas que ainda não se tinha descoberto quem o cometera. Poucos dias apos o ocorrido, surgiu na cidade um forasteiro.As autoridades da cidade resolveram prendê-lo pois havia se tornado o suspeito do tal crime. Sei lá porque. É uma lenda e as autoridades são portuguesas.  O sujeito jurava inocência, e disse que estava de passagem na cidade pois estava peregrinando pelo Caminho de Santiago de Compostela. O que faz sentido, pois a cidade é UM CONHECIDO PONTO DE PARADA  DE PEREGRINOS. Parece o judiciário brasileiro. Enfim

Cheio de KI Blog

Você pode até não saber aquelas fórmulas e cálculos da aula de física, mas sabe mais ou menos como o trem funciona, ou porque algo queima, né não? Pois é, energia. Então, por que raios mistificar a palavra japonesa “Ki” ou a chinesa "Chi"? Pois é basicamente o que ela significa. Nós  costumamos ter certa dificuldade pra entender termos japoneses (orientais em geral na verdade) e, a maneira japonesa de se expressar acaba dificultando o nosso entendimento também. No caso do “Ki”, levamos o troço pra um nível esotérico, místico e imaginamos ser uma energia interna que nos faz soltar Hadoukens, ou algo como a Força em “Star Wars". Ou algo que o Tio Iroh nos explicaria tomando um chá de jasmim. Por exemplo: 磁気 (jiki) , nos remete ao magnetismo. 電気 (denki), nada mais é que a nossa boa e velha eletricidade.  Também pode ser utilizado como um cumprimento, do tipo : おげんきですか? (Ogenki desuka?), traduzido como “Você está bem?”, mas que literalmente é algo como “Su

Defensivo blog

Há uns tempos me sondaram pra dar uma aula de defesa pessoal feminina no meu local de trabalho. Declinei por motivos pessoais. Recentemente, me sentindo mais apto, me ofereci. Mas novamente precisei declinar, agora por ter pensado melhor no assunto. Em primeiro lugar, não daria aula prática. Eu não acredito em técnica de seminário pra pessoas leigas em artes marciais. A pessoa não tem o conhecimento pra chegar a aplicar a técnica, pra evitar precisar usar uma técnica e não sabe sequer levar uma porrada. Sim, aprender a se defender inclui saber apanhar. Na verdade saber se defender, pra mim, tem mais a ver com evitar o problema, e foi justamente aí que me peguei pensando. Alguns estudiosos da área acreditam, eu incluso, que a melhor forma de se defender da violência urbana é evitar parecer fraco ou evitar parecer lucrativo (em vários sentidos) pro agressor. Ou seja, pareça forte (não apenas seja), não ostente. E, o calcanhar de Aquiles num curso de defesa pessoal feminina: Evite lu