domingo, março 14, 2010

Ogro Blog

As vezes eu imagino que sou descendente do Shrek, o Ogro. Dia desses, conversando com a Thiara, falamos sobre homens que costumam fazer as unhas. Por fazer as unhas eu digo cortar, lixar, tirar cutícula, passar um treco que deixa a unha brilhando, enfim, quase encerar a unha. Nada contra quem faz isso, mas eu não tenho paciência pra ficar fazendo isso, apenas corto as unhas e está ótimo. Já lixei as unhas algumas vezes na vida, mas é algo raro.
Outra coisa que me faz pensar ser um descendente de Conan, o Bárbaro, é o fato de não saber pra que serve nem 1/5 dos cremes que ou minha mãe ou a Thiara tem no banheiro. Em outra conversa, com uma amiga, ela me disse que um certo ator global certa vez falou que o que o seduz numa mulher é o olhar. Que ele não resiste a rímel, definidor ( acho que é isso), sombra e outros trecos de passar no olho. Cara, acho que de nome eu só lembro do tal do rímel e da sombra. Mas não faço a menor idéia da utilidade deles.
Outra coisa que faz com que eu suspeite ser da linhagem de Átila, o Huno, é que, quando eu vou em alguma Pinacoteca ( tô até bem, já sei o que é uma pinacoteca) eu bocejo na maioria dos quadros. Na verdade eu gosto daqueles onde eu consiga reconhecer o que está retratado. O problema é a tal da arte moderna. Sempre que eu vejo um desses quadros eu fico imaginando se o "artista" simplesmente não deu um pincel pra um chimpanzé pintar a tela.
Mas o que me dá a total certeza de ser a reencarnação de Groo, o Errante, é na mesa. Tudo bem, eu conheço as normas BÁSICAS de etiqueta, como não colocar os cotovelos na mesa, não arrotar, não falar de boca cheia, como usar garfo e faca... e só. Saber qual é o maldito talher de peixe é algo que eu ainda não descobri. Se tal vinho fica melhor tal comida é algo que eu decido, e não a maldita etiqueta. Se o garçom, ao abrir o vinho, me traz a rolha, eu olho com cara de poucos amigos e pergunto"tenho cara de lixeira?", afinal, de nada adianta eu cheirar aquilo, vinho tem tudo o mesmo cheiro.
E pra falar a verdade, pra desgosto da minha família portuguesa, eu prefiro vinho tinto suave, daqueles que custam 4 reais a garrafa.