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Mostrando postagens de Setembro, 2017

Metafórico blog

Dave Grossman, Ten Cel do Exército Americano, que foi da 82nd Airborne Division e graduado na Ranger Academy, diz que certa vez um veterano da Guerra do Vietnã certa vez lhe disse que as pessoas se dividem em ovelhas, lobos e cães pastores. A maioria das pessoas é composta por ovelhas. Vive sua vida sem na maioria das vezes ser capaz de um ato violento por N razões. Os lobos são os que se alimentam das ovelhas. É quem se aproveita disso pra se alimentar sem perdão. E existem os cães pastores. Aqueles que possuem o dom da violência mas que a usam para proteger as ovelhas dos lobos.
Pois bem. Concordo com isso, desde que em condições ideais de temperatura e pressão.
Lobos são, basicamente lobos. Tenho que concordar com isso. Nesse caso consigo ser maniqueísta sem pudores.
A polícia do RJ me diz que nem sempre o cão pastor existe pra proteger a ovelha. Muitas vezes são lobos atuando como cães pastores, e isso sempre dá merda.
As ovelhas ainda são maioria, concordo. Mas entre elas existe…

Rockinriozístico Blog, parte 1

Ontem fui novamente ao Rock in Rio. Falem o que quiser, mas eu gosto desse programa de índio. E dessa vez o transporte foi até bem facilitado (NADA que se compare ao de 2001, com seus ônibus saindo de inúmeras partes da cidade, incluindo Vigário Geral), não sendo um grande inferno como o de 2013.

Basicamente descemos quase em frente à entrada, num terminal do BRT. Apesar da grande quantidade de pessoas, o fluxo seguia normal. 

A entrada em si demorou, pois havia uma fila pra já garantir a passagem do BRT na volta, a fila da revista e a da bilheteria, mas não foi nenhum absurdo. Demorava mais desviar das inúmeras selfies sendo tiradas. 

Havia, por alguma razão, uma área dedicada aos games e afins, com alguns cosplayers. E nunca escondi meu desprezo por esse tipo. 

Havia muita gente com camiseta do Rock in Rio. No Rock in Rio. Fiquei imaginando que seria um tipo de abadá pra uma micareta. 

Havia uma galera com roupa tipo de motoqueiro americano. Ou aquela galera parecendo punk. Ou metaleiro…

Poltergeist blog

O simpático bairro da Liberdade era um gueto. Na II Guerra os imigrantes japoneses foram concentrados lá pelo governo, da mesma forma que os italianos foram concentrados no Bixiga, logo ao lado. O bairro se chama "Liberdade" pois antigamente era na praça onde se situa a estação do metrô onde se enforcavam os criminosos, inclusive aquela igreja sinistra na praça se chama Igreja Santa Cruz das Almas dos Enforcados, um nome bem mimoso.   Certa vez um cidadão seria enforcado, a corda arrebentou mais de uma vez e a galera achou que fosse milagre. Começaram a berrar "Liberdade!". Não adiantou, o cara foi enforcado e enterrado ali no Cemitério dos Aflitos, de onde só sobrou a capela.  É, o bairro foi construído em cima de um cemitério. Singelo, não? Não que o centro do Rio seja menos bizarro. O Beco das Sardinhas, por exemplo, era um cemitério de indigentes. A própria Cinelândia está em cima de um, o cemitério do Convento da Ajuda.

Mendicante blog

No  final do século XI até o início do século XIII o mendigo tinha um papel curioso entre as sociedades cristãs na Europa ocidental.
Ele era primordial para aquilo que os cristãos chamam de "Salvação do Rico".
Justamente por isso, o mendigo costumava ser bem acolhido na sociedade medieval em boa parte da Europa. Toda comunidade, cidade ou mosteiro queria ter seus mendigos pois eles eram como um tipo de elo entre o Céu e a Terra. Eram basicamente instrumentos com os quais os ricos podiam expiar seus pecados através da caridade.
Não é muito diferente daquela galera que paga de defensora dos fracos e oprimidos pra gerar likes no Youtube.