quarta-feira, julho 10, 2013

Maricas Blog

Vivemos numa geração meio mariquinha, todo mundo diz: “Vamos lidar psicologicamente com isso?” Naquela época, você simplesmente sentava o pau e resolvia na porrada. Mesmo que o cara fosse mais velho e fortão, pelo menos você era respeitado por encarar a briga, e te deixavam em paz.
Não sei se dá para dizer exatamente quando começou essa geração mariquinha. Talvez tenha sido quando as pessoas começaram a se perguntar sobre o sentido da vida.

- Clint Eastwood


Andei cá pensando, os emos, os coloridos e os frescos que chamam MMA de carnificina proliferam nessa geração atual por falta de modelos como Bradock, Banana Joe, Marion Cobretti, Clubber Lang...


Alguém realmente imagina Ivan Drago ouvindo Restart?


Alguém algum dia imaginou John Matrix chamando alguém de senhorito?


Já conseguiram imaginar Kate Mahoney  com uma lágrima pintada no rosto?


Alguém em sã consciência consegue pensar em Tackleberry vestindo calça verde limão?


Realmente conseguem pensar em John Rambo chegando em casa chorando dizendo que foi vítima de Bullying?






É CLARO QUE NÃO!!!!!! 




Nos tempos em que o Merthiolate ainda ardia, as pessoas aprendiam desde cedo a lidar com a dor. Não havia problema em um moleque ver mulheres nuas. Hoje em dia um programa com o saudoso "Cocktail" do SBT não tem vez, fazendo com que os moleques acabem usando franja e roupas apertadas e coloridas. A sociedade confunde o famoso tapinha com espancamento, mais ou menos como se dar um beijo na testa da criança fosse pedofilia Se o moleque apanhasse na escola sem reagir apanharia em casa também, ou seja, no mínimo tentaria se defender, e seria respeitado por isso. Hoje em dia não, fazem terapia com a criança covarde e com o agressor, criando uma geração de covardes superprotegidos. 




Que se fodam os pais supermodernos, vou criar meus filhos como eu fui criado.



domingo, junho 09, 2013

Nerúdico Blog

Para mi corazón basta tu pecho,
para tu libertad bastan mis alas.
Desde mi boca llegará hasta el cielo
lo que estaba dormido sobre tu alma.

Es en ti la ilusión de cada día.
Llegas como el rocío a las corolas.
Socavas el horizonte con tu ausencia.
Eternamente en fuga como la ola.

He dicho que cantabas en el viento
como los pinos y como los mástiles.
Como ellos eres alta y taciturna.
Y entristeces de pronto, como un viaje.

Acogedora como un viejo camino.
Te pueblan ecos y voces nostálgicas.
Yo desperté y a veces emigran y huyen
pájaros que dormían en tu alma.





Pablo Neruda.








quinta-feira, maio 16, 2013

Milenar Blog


  Definição de “milenar” no Michaelis: adj (lat millenariu) 1 Que diz respeito ao milhar. 2 Que contém mil. 3 Que tem mil anos; milenar. sm 1 Espaço de mil anos.



Dada a definição, dou início ao meu texto aleatório com algo que observei: As pessoas tendem a achar que “milenar” é sinônimo pra algo oriental com mais de 40 anos, principalmente se for relacionado às artes marciais. Sempre escuto alguém falar “a milenar arte do taekwondo” ou “o milenar Judo” e similares e fico me perguntando de onde eles tiraram isso.

A grande maioria das artes marciais praticadas hoje em dia é mais recente do que a  maioria das pessoas consegue imaginar.  Vejamos uns exemplos:

Aikido – Morihei Ueshiba começou a desenvolver o que hoje chamamos de Aikido nos anos 30. Há quem force a barra citando o Daitō-ryū Aiki-jūjutsu, arte que Ueshiba treinou, pra validar a “milenaridade”.  Só que Sokaku Takeda fundou este sistema no século XIX. Ou seja, não tem mil anos.

Karate – Desenvolvido em Okinawa (que era um reino, e agora faz parte do Japão, mas isso fica pra algum texto futuro. Ou não) e seus registros mais antigos datam do século XIV, quando Okinawa iniciou relações comerciais com a China (Sim, originalmente karate significa “Mão chinesa”). Mais de 500 anos, forçando a barra. Menos de 1000. Não é milenar.

Taekwondo – Fundado em 1955 na Coréia. Há quem force a barra falando das antigas artes coreanas, mas o taekwondo é basicamente karate. Inicialmente, hoje já tem vida própria. Mas longe de ter 1000 anos.

Muay Thai – Registros levam até, no máximo, ao século XV. Se forçarem a barra com o Muay Boran, aí vira milenar.

Judo – Criado em 1822 por Jigoro Kano. Podem forçar a barra com os estilos de jujutsu que ele treinou, mas mesmo assim ganha no máximo uns 400 anos. Não é milenar.

Hapkido – Veio do Aikido, e não do Daitō-ryū Aiki-jūjutsu como eles gostam de dizer. De qualquer forma, não seria milenar.

Kendo – Suas raízes datam no máximo ao século XVII, mas formalizado como está hoje, data dos anos 20. É um gendai budo, ou seja, arte marcial moderna. Não é milenar.

Kung-fu  - Termo genérico pras artes marciais chinesas. Dependendo do sistema pode ser milenar ou não.

Capoeira – Porra, o Brasil não tem 1000 anos.

Boxe – Olha, surpreendam-se. Seus registros datam de 688 AC. Milenar até o talo.


Mas a grande doidera vem do Brazilian Jiu-jitsu. Seus praticantes vem com o papo de era uma arte praticada por monges indianos. Isso explicaria o nome num Japonês errado.  E seria uma cena curiosa ver os mongezinhos indianos puxando o adversário pra guarda, passando o carro e finalizando. Mas não, é lorota. Há quem diga que ainda por cima foi dividido em Karate (socos e chutes), Judo (projeções) e Aikido (torções), e que só o Brazilian Jiu-jitsu é completo. Burrice, só isso. A bem da verdade os irmãos Gracie aprenderam o sistema com Mitsuyo Maeda, aluno de Jigoro Kano e Tsunejiro Tomita, da Kodokan. Ou seja, é Judo. “Mas por que se chama jiu jitsu?”. Porque na época o Judo se chamava “Kano ryu jujutsu”. Aí, sei lá, Carlos Gracie ouviu errado e entendeu “Jiu jitsu”. Não tenho culpa se ele não limpava os ouvidos.

Ainda quero entender essa fascinação em dizer que o sistema que você treina é milenar. E mais, há quem tenha orgulho em dizer que o tal sistema está inalterado há mais de sei lá quantos séculos. Não consigo compreender. Peguemos como exemplo o Boxe, que é, de longe, o mais antigo. Evolui constantemente. Pegue um vídeo de lutas antigas, dos anos 50, por exemplo. Mantém-se a “essência”, mas é mais do que nítida a mudança. E um pugilista não se orgulha de socar como um pugilista dos anos 50 socava, ele não está nem aí pra isso. E noto esse orgulho sem sentido na maioria dos sistemas marciais que se orgulham de ser milenares sem ser.


Errata:
Como explicou o sifu Marco Rodrigues:

"Vale lembrar que não existe nenhum estilo atual de Kung Fu milenar. As escolas de punho só apareceram em 1600. Mesmo o Shuai Jiao não possui uma linhagem definida. O que por ser também um termo genérico para técnicas de arremesso, consequentemente abrangendo métodos diferenciados, então seriam artes marciais diferentes com o mesmo nome. O que não é de maneira alguma um fato isolado na China, ocorre até hoje."







segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Os 47 ronin, parte 2: A hora da vingança.


Como dito no post anterior,  o daimyo Asano Naganori se viu obrigado a realizar o seppuku por ter ferido um superior no palácio do Shogun.
Tal notícia foi levada para Oishi Kuranosuke Yoshio, conselheiro de Asano, que assumiu o comando e levou a família Asano para longe, antes de cumprir as ordens do Shogunato e entregar o palácio e o feudo para agentes governamentais.
Dos mais de 300 homens de  Asano, 45, junto com o líder Oishi, recusaram-se a permitir que o seu senhor não fosse vingado, embora o Shogunato houvesse proibido a vingança nesse caso. Sim, haviam casos em que a vingança era tolerada.
Eles se uniram, fazendo um juramento secreto para vingar seu mestre matando o vacilão do Kira, mesmo sabendo que seriam punidos severamente por isso.
Só que o Kira tava bem guardado, e sua residência tinha sido fortificada e a segurança reforçada pois todo mundo sabia que os samurai eram meio doidos. Os ronin perceberam que teriam que esperar a poeira baixar antes que pudessem ter uma pequena chance de sucesso. Para acabar com as suspeitas de Kira e autoridades governamentais, eles se dispersaram e se tornaram monges, comerciantes e afins.
Não muito tempo depois, Oishi chegou em sua fiel esposa e se divorciou, para que nenhum mal caísse sobre ela quando eles se vingassem, e a mandou para viver com os sogros, junto com seus 2 filhos mais novos. Ao filho mais velho, foi dada a opção de se juntar ao pai, e o moleque aceitou de imediato.
Oishi fixou residência em Kyoto, e a frequentar bordéis e tabernas, meio que pra fingir que não estava afim de se vingar. O Kira ainda temia a vingança, e por isso enviou espiões para observar os antigos samurai de Asano.
Um dia, quando Oishi tava bebaço, ele caiu na rua e apagou, e a galera que passava ficava rindo. Notem bem que estamos falando de um bushi, um guerreiro, e honra era tudo pra eles.
Um samurai de Satsuma, e olha que os samurai de Satsuma eram pro resto dos samurai como os Espartanos eram para os outros guerreiros gregos, que estava de passagem, ficou puto por este comportamento da parte de um samurai, tanto por sua falta de coragem para vingar seu mestre como pela sua degradação. Ele o xingou, cuspiu nele e pisou em sua cara. Mano, simplesmente tocar no rosto de um samurai sem permissão já era uma afronta enorme. Imagine pisar? Mas Oishi ficou ali, babando no chão. Um farrapo humano. Bem, era essa a idéia dele.
Os arapongas do Kira relataram tudo isso,  e ele se convenceu de que estava seguro. Para ele, os ex-samurai de Asano certamente eram péssimos, sem honra e sem coragem. E sem grana pra realizar algo com sua “aposentadoria”. Ele finalmente entrou em sua zona de conforto. Grande erro!
Uma parte dos ronin vingativos  agora reunidos em Edo e, em seus papéis como trabalhadores e comerciantes ganharam acesso à casa de Kira, tornando-se familiarizado com o layout da casa e do caráter de todos dentro. Notem bem, não havia como saberem quem eles eram. Não eram rostos conhecidos, apenas Oishi, por ser conselheiro de Asano. Enfim, um dos ronin Kinemon Kanehide Okano, chegou ao ponto de se casar com a filha do construtor da casa de Kira, para obter as plantas do lugar. O restante deles levava armas secretamente para Edo, o que era um grave crime. Mas algo necessário para se levar a vingança até o fim.
Dois anos mais tarde, quando Oishi completamente convencido de que Kira estava relaxado  e tudo estava pronto, ele saiu de Kyoto com seu filho e foi para Edo, se reunir em um local secreto com o restante dos Ronin.
Na madugada do dia 30 de janeiro de 1703, rolava uma nevasca muito forte , Oishi e os 46 ronin atacaram a mansão de Kira. Se separaram em dois grupos e atacaram, armados com espadas e arcos. O primeiro grupo era liderado por Oishi, e atacaram pelo portão principal. A outra galera, liderada por seu filho, foi pelo portão dos fundos. Um tambor avisaria o momento para que os 2 grupos atacassem ao mesmo tempo, e um apito avisaria que Kira foi morto. Planejavam também colocar a cabeça de Kira como oferenda no túmulo de Asano. Gesto singelo, não? Enfim, também decidiram que não matariam mulheres, crianças ou idosos. Legal da parte deles. E que não matariam quem não fosse se meter com eles durante a invasão. Hum, complexo.
Oishi fez 4 homens escalarem a muralha e capturar o guarda do portão e o destrancar. Ele então enviou mensageiros para as casas vizinhas para avisar que não eram ladrões, e sim samurai vingando a morte do seu mestre e que todos estariam seguros. Notem bem, hoje em dia isso soa absurdo, mas era o Japão feudal. Fazia todo o sentido.  Os vizinhos odiavam o Kira, então nada fizeram para atrapalhar os invasores. E eu achei isso hilário, sério.
Com arqueiros posicionados em telhados vizinhos, o som do tambor avisou o início do ataque. Boa parte da casa ainda estava dormindo, foram pegos de surpresa. Os samurai de Kira saíram aos tropeções para defender a casa no portão da frente, mas o grupo do filho de Oishi invadiu pelo portão dos fundos.  Depois de uma porradaria violenta, o último dos samurai da casa de Kira foi derrotado. Eles mataram 16 dos caras, e feriram 22, incluindo o neto do Kira. Mas, cacete, cadê o fdp do Kira? Eles cataram pela casa, mas tudo o que encontraram foram as mulheres e crianças chorando. Eles ficaram bolados. Porra, invadiram a casa do cara pra vingar seu mestre, tocaram o zaralho e o cara não estava lá? Teriam se desonrado mais ainda? Mas o Oishi verificou a cama do Kira e viu que ainda estava quente. Boa, o fdp não podia estar longe!
Uma rápida vasculhada revelou uma passagem atrás de um biombo, que dava pra um pátio com uma casinha que era um reservatório de lenha. Lá estavam 2 samurai que foram mortos, e um homem que se defendia com um punhal mas que foi facilmente dominado. O cara não queria dizer quem era, e os caras já tavam se preparando pra pegar um saco plástico e uma vassoura (Ok, claro que não, mas quis citar Tropa de Elite”), mas soaram o apito e Oishi chegou junto. Ele reconheceu Kira, e mostrou no fdp a cicatriz do ataque feito por Asano.
Como o Kira era alguém importante, os Ronin se apresentaram e avisaram que estavam ali para cumprir uma vingança, como diz o bushido. Deram a ele a chance de realizar o seppuku, e Oishi se ofereceu para ser o kaishakunin, que é o cara que auxilia no suicídio, cortando a cabeça do cidadão logo que ele rasga o ventre, para aliviar o sofrimento. Singelo, não acham?
Só que o Kira só gaguejava e chorava, aí eles se emputeceram e mataram com uma punhalada mesmo.  Cortaram a cabeça do fela, e apagaram todas as lanternas da casa, pra evitar que a mesma pegasse fogo e sacaneasse os vizinhos. Porra, eram gente boa afinal.
O sol já estava surgindo no horizonte, e eles iniciaram uma marcha para o túmulo de Asano, levando a cabeça de Kira. Um deles, Terasaka Kichiemon, foi enviado para o antigo feudo para dar as boas novas. Eles depois se dividiram em 4 grupos, e se entregaram para 4 daimyos diferentes, esperando a punição do Shogun.
O Shogun estava num dilema. Os ronin tinham seguido o tal bushido por vingar a morte de seu senhor, mas eles também desafiaram a autoridade do Shogun, que havia proibido a vingança nesse caso. Além disso, o Shogun recebeu uma série de pedidos de perdão, por conta de nobres e pessoas influentes que admiravam o ato dos ronin.
Como esperado, os ronin foram condenados à morte pelo assassinato de Kira, Mas o Shogun finalmente resolveu o dilema, ordenando-os a cometer seppuku honradamente,em vez de tê-los como criminosos executados. Cada um dos 46 ronin se matou  20 de março de 1703. Sim, 46 ronin. Não se esqueçam que Terasaka Kichiemon foi enviado para dar as notícias no antigo feudo. Enfim, ele reapareceu e foi perdoado pelo Shogun, sabe-se lá por qual motivo. Vai ver pelo fato dos ânimos já terem acalmado. Enfim, ele viveu até os 87 anos de idade, morrendo em torno de 1747, e foi então enterrado com seus companheiros. Os ronin que morreram por seppuku foram posteriormente enterrado na frente do túmulo de seu mestre. As roupas e armas que eles usavam ainda estão preservadas no templo atualmente, junto com o tambor e apito, Os túmulos se tornaram um lugar de grande veneração, e as pessoas se reúnem para rezar, mesmo hoje em dia. Uma das pessoas que visitou os túmulos foi o tal samurai de Satsuma, que havia cuspido e pisado em  Oishi, deitado bêbado na rua. Dirigindo-se ao túmulo, ele pediu perdão por suas ações e por pensar que Oishi não era um verdadeiro samurai. Em seguida, ele cometeu suicídio, e está enterrado ao lado dos túmulos dos ronin.
Além disso, atingiram um segundo objetivo que sequer havia sido planejado. Como limparam a honra de seu senhor, o feudo foi devolvido à família Asano, e seu irmão mais novo se tornou o Daimyo. Tudo bem, só um décimo do feudo foi devolvido, mas raios, é melhor do que nada.






domingo, fevereiro 10, 2013

Os 47 ronin, parte I: Asano Naganori


Não é novidade que sou fascinado pelo que diz respeito ao bushido e pelo tema vingança. Logo, não havia como eu não ser fã dessa história ocorrida no Japão feudal que atravessou séculos e é contada como exemplo de devoção até os dias de hoje. Sem mais delongas, a primeira parte:


Em 28 de Setembro de 1667 nascia em Edo, atual Tóquio, Asano Naganori, cujo avô era um Daimyo, um senhor feudal, em Ako, um feudo de tamanho inferior.
Pouco tempo depois, seu avô morreu e, raios, antes dos 9 anos de idade seu pai também veio a falecer, fazendo com que o guri viesse a se tornar um senhor de terras antes de sequer precisar se barbear.
No ano de 1680, aos 13 anos, foi nomeado para o cargo de Chefe de Carpintaria na Corte Imperial, mas tal cargo só existia no papel. Era um cargo honorífico como vários outros, dados a samurai ou senhores feudais para garantir um bom relacionamento entre os feudos. Basicamente, era um aspone. Ou um assessor parlamentar.
É, ele era um daimyo de um feudo merda. Mas era daimyo, então tava sempre nas altas rodas, mudando de cargo de acordo com a conveniência da Corte ou do Shogunato Tokugawa. Chegou a ser o cara que recebia emissários de um pro outro. Tipo um mordomo mais pomposo.
Foi nessa época que ele conheceu Kira Yoshinaga, o chefe de assuntos cerimoniais no Shogunato, que instruía os oficiais na boas maneiras de Kyoto.
Em 1694 ele estava bem doente. E não tinha herdeiros. Pô, se um daimyo morresse e não tivesse herdeiros, sua Casa seria extinta pelo Shogunato. Seu feudo confiscado e seus samurai se tornariam ronin, alguém sem um senhor ou, literalmente “homem que vai com a onda”. Isso seria uma desonra gigante! Ele acabou por tornar seu irmão mais novo como seu herdeiro direto, e o Shogunato aceitou isso.
Ele andava tendo uns atritos com o Kira Yoshinaga, e o tal Kira era bem visto pelo Shogun. Tanto que embarreirou algumas nomeações que Asano viria a receber, e tensão foi aumentando. Tava insuportável pra ele.
Aí, em 21 de abril de 1701 as coisas degringolaram. Após uma acalorada discussão, Asano sacou sua espada e feriu Kira. Foi a pior merda que ele podia ter feito. O Shogun Tsunayoshi Tokugawa determinou que Asano fizesse o seppuku, um suício ritualizado onde o cidadão vai e corta o ventre. O popular “harakiri”.
Pois é, ele se matou. Sua casa foi extinta. Seu feudo confiscado e seus samurai se tornaram ronin. E é aí onde eu queria chegar...

Mas só no próximo post. ;)



quinta-feira, janeiro 17, 2013

Folião blog

Fevereiro vem aí e com ele o Carnaval. Nada contra o Carnaval, visto que é um feriadão com mulheres passeando seminuas pela cidade. Como não gostar disso? 
A trilha sonora não me agrada nem um pouco, mas isso eu tenho como resolver indo pra algum lugar onde não role samba ou simplesmente ficando em casa.  Geralmente acabo preferindo ficar em casa mesmo, maaaaas, vez ou outra tem um filme legal passando, daí preciso me deslocar pela cidade. Aí que está o problema.  A cidade fica um verdadeiro inferno, e você é obrigado a cruzar com certas coisas estúpidas, tipo o “Bloco das Piranhas”, por exemplo.
O "Bloco das Piranhas" - Quem não conhece alguém que já usou roupa de mulher? Pior, fica bancando a periguete chata ?  Ficar implicando com desconhecidos, fingindo que vai pegar nos "documentos" dos caras e sendo excessivamente escrachado é escroto. Fora que é meio estranho o cara ficar empolgado  pra se vestir de mulher.

Outro treco idiota é a desculpinha do "Que isso?! É Carnaval!" , usada pra qualquer atitude escrota comum nessa época. O cara passa a mão na mulher do outro e quando se vê prestes a levar uma porrada, dispara "Que isso?! É Carnaval!".

Tá com pressa pra comprar mais uma cerveja e quer furar a fila? "Que isso?! É Carnaval!"

4:00 horas da manhã, fazendo barulho no prédio, falando alto, batucando e enchendo o saco de quem quer dormir? "Que isso?! É Carnaval!"

E assim vai.