quarta-feira, janeiro 25, 2012

Olhos de lobo

Meus olhos dourados de lobo podem ver
Tudo que você esconde de mim
Nenhum segredo está a salvo.
Por direito eu declaro
Quando a vejo como minha presa
Lhe asseguro que não existe maneira de escapar de mim.
Morte é seu destino.
Nunca me desafie, a não ser que queira morrer
Uma precoce, e muito dolorosa morte;
Jamais confie no suave suspiro do vento
Pois é com ele que seu odor me é legado.
Quando ouvir o uivo do lobo, então é hora de se esconder.
Pois mesmo que consiga ocultar o medo
Meus olhos dourados de lobo podem ver seu coração.


domingo, janeiro 22, 2012

Lendário Blog

Era uma vez um pequeno país formado por cidades independentes chamado Grécia. Todos viviam felizes com suas togas coloridas, vinho, orgias, escravos e tudo de bom que a vida pode oferecer. Daí, em certa ocasião lá pros idos de 492 antes de Gzuis, um persa chamado Dario I, pai de Xerxes I (é, esse mesmo que você está pensando), decidiu invadir este país e tocar o zaralho pra depois ter livre acesso pra Europa.
 Bom, na verdade todo lugar que ele invadia ele acabava fazendo com que se desenvolvesse mais ainda, mas isso é mero detalhe, o que interessa é que ele ia acabar com as orgias, e isso era inaceitável. Enfim, Dario chegou conquistando logo de cara a Trácia e tornando a Macedônia um tipo de capacho comercial deles e, no ano seguinte, mandou embaixadores para todas as cidades gregas exigindo submissão completa. Todas aceitaram, exceto Atenas e This is Spaaartaaaaaaa!, que executaram os tais embaixadores persas. Dario ficou puto! Começou uma mega operação pra invadir a porra toda. Quem esses caras vestidos com togas multicoloridas e que curtiam trepar com garotinhos achavam que eram?
 Primeiro ele começou invadindo as ilhas. Moleza! Depois partiu para a área continental, chegando em Maratona, na rota para Atenas. Daí rola a lenda que um tal Fidípides, um arauto de Maratona, que picou a mula e correu de Maratona até This is Spaartaaaaa pra pedir ajuda pros espartanos fodões. E depois correu de novo até Maratona mas, lá chegando, tropas atenienses que por lá se encontravam já haviam despachado os persas de volta pra Pérsia, onde se encontrava o Príncipe da Pérsia (citação obrigatória de um jogo clássico), Xerxes I.
Fidípides comemorou? Porra nenhuma! Correu novamente, dessa vez até Atenas, que ficava a 42 km de distância dali pra anunciar a vitória. Lá chegando, começou a berrar “Nenikékamen!” que queria dizer que eles venceram a contenda. Depois de anunciar a vitória, caiu mortinho da silva. Porra, em 2 dias ele tinha corrido mais de 200km, sem ser atleta. Nada mal pra um típico grego beberrão.
Alguns séculos depois criaram uma prova de corrida com exatos 42 km e deram seu nome de Maratona, em homenagem ao lendário Fidípides.

Enquanto isso isso, na Pérsia, Dario I estava puto. Muito puto! Começava a arquitetar uma nova invasão, em escala infinitamente maior. Mas morreu de velhice, tadinho, ficando incumbido dessa missão o seu filho Xerxes I, que não se parecia com a Vera Verão.

Mas isso eu conto mais tarde.




domingo, janeiro 15, 2012

Jogo do copo


Quatro jovens resolveram fazer uma brincadeira um pouco fora do comum para sua idade. Um deles leu em uma revista de esoterismo como fazer o jogo do copo.
. Resolveram comprar um copo e começar a sessão. Esperaram seus pais saírem de casa para acenderem as velas na sala, colocar os papés com as letras, os números e as respostas SIM e NÃO e iniciar os trabalhos. Algumas rezas, piadas e movimentos dos garotos no copo, um deles resolve fazer as perguntas sérias:

- Tem alguém ai?

E o copo se movimenta para o sim

- Qual é o seu nome?

E o copo vai para a palavra não.

- Você é homem ou mulher?

O copo treme repentinas vezes e para. Os jovens começam a gostar da brincadeira:

- Você era careca?

Todos caem na gargalhada e o copo não sai do lugar.

- Como você morreu?

O copo volta a tremer mas não sai do lugar. Os rapazes insistem e a pergunta foi repetida três vezes, até que o jovem que perguntava pede uma prova da existência de um espírito na sala:

- Se há alguém nessa sala, dê um sinal.




Nesse momento o telefone toca repentinamente. Eram 22:00. Os jovens ficam assustados num primeiro instante, mas depois se acalmam e começam a dar risada da situação. Da coincidência do telefone tocar. Eles não atendem ao telefone e o mesmo para de tocar. Depois de um pouco de hesitação, decidem voltar a brincadeira.

De volta à mesa, o jovem repete a pergunta:

- Tem alguém ai? Dê-me uma prova que você está ai...

Novamente o telefone toca. As crianças ficam assustadas e deixam o copo cair. Estranhamente ele não se quebra e fica tremendo no chão, enquanto os ruídos incessantes do telefone ecoam por toda a casa. Os jovens criam coragem e resolvem atender ao telefone. Num lançe de desespero e impulsionado pelos amigos, o jovem pega o telefone e diz com uma voz tremula:

- Alô?

Silencio absoluto. Algumas gargalhadas dos garotos e mais uma tentativa:

- Alô? Alô? Tem alguém ai? Em tom de brincadeira

Mas, ao invés de silêncio, uma voz sai do fone:

- Essa é a prova

Todas os jovens saem correndo de casa, desesperados, pedindo a Deus por suas vidas e prometendo nunca mais brincar com os mortos.


terça-feira, janeiro 10, 2012

Elefantino Blog

Hoje terminei de ler "A viagem do elefante", de José Saramago. Creio não ser necessário ressaltar o quanto adoro a obra deste lusitano escritor mas, assim mesmo, direi de qualquer forma: Adoro. Simples assim. Desde o primeiro livro que li,  “A Caverna”. que narra a história de um oleiro misturada ao Mito da Caverna, de Platão.
Desde então virei um fã do velhinho. Parti para ler “As intermitências da Morte”, que narra o que acontece quando a Morte decide parar de matar. Sim, cansada de ser mal vista, incompreendida, ela decide que ninguém mais, num certo país, irá morrer. Imaginem os problema que isso não causou? Outro que adorei, “Cegueira”, dispensa comentários. Quem ainda não viu o belo filme de Fernando Meirelles?
Outro que merece destaque, para mim, é "A jangada de pedra", uma história em que a Península Ibérica simplesmente se desprende do resto da Europa e passa a navegar pelo Atlântico.
Mas, de longe, meu livro favorito do velhinho é “O Evangelho segundo Jesus Cristo”. Ousado. Herege. PERFEITO. Mostrando um Jesus mais humano, e analisando por outra ótica certos fatos da Bíblia, Saramago criou um livro perfeito, que foi proibido em Portugal, sua terra natal, e fez com que ele, magoado, se mudasse para as Ilhas Canárias.

(SPOILERS a partir daqui)

Porém o que me fez escrever aqui hoje foi o livro citado lá em cima, "A viagem do elefante", cuja idéia surgiu quando em visita a Áustria ele foi em um restaurante chamado "O Elefante" e, intrigado sobre uma estatueta que viu, perguntou à sua tradutora do que se tratava. Ela representava um elefante indiano dado de presente ao arquiduque Maximiliano II, futuro imperador austríaco, pelo rei de Portugal, Dom João III. A partir daí ele pesquisou sobre este inusitado fato histórico e escreveu a saga do elefante Salomão e Subhro, seu cornaca. 
No trajeto o elefante opera "milagres", é visto como um deus em uma vila, salva uma menininha e é idolatrado em ao chegar em Viena, onde passa seus últimos anos de vida, vindo a se tornar objeto de decoração após partir desta para o paraíso elefantino.

Recomendo!

domingo, janeiro 08, 2012

Junk Foodístico Blog

Quando você vai em um praça de alimentação de algum shopping center, as opções não são muitas, não é? As opções normalmente são: Junk-food, comida à quilo, pizza, sushi fajuto, salgados e pastel. Na maioria das vezes, optamos por junk-food, por ser mais rápido e, na sua maioria, mais barato. Aí, as opções que sobram são poucas mesmo! Abaixo a minha lista pessoal de opções:

- Habib's
Esse eu abomino! Além do pedido demorar, quase sempre vem errado.

- KFC
Adoro o sabor, mas o atendimento ficou lerdo e os sandubas diminuiram,  infelizmente só tem em poucos lugares.

-Burger King
Ótimo sabor, tamanho razoável dos sandubas, mas aqui no RJ não rola o Free Refil, o que acho uma sacanagem. O preço elevado era justificado pelo refil, oras.

- Zack’s
ADORO. Mas é muito caro pra comer sempre. :P


- Mc Donald's
Rápido, ótima batata frita, mas todos os sanduíches tem o mesmo gosto.

- Bob's
Leeeeeeerdo. A batata frita é uma grande porcaria. Mas te permite adicionar mais queijo, mais carne, bacon, molho... e ainda por cima fica aquele gostinho de sujeira de chapa, que é o que dá o sabor.

Sendo assim, na maioria das vezes eu acabo comendo ou no Bob's ou no Mc Donald's, o que me rende situações inusitadas.
No Bob's, fico espantado com a lerdeza dos funcionários e com a inacreditável falta de coordenação motora para montar um sanduíche. Ele sempre vem meio torto, como molho pra tudo que é lado. Vai ver contratam pessoas com Parkinson pra montar os sandubas.
Já no Mc Donald's, fico espantado com a filosofia Fordista entranhada na mente dos funcionários. Tudo segue um padrão, até na hora de peidar eles devem seguir uma ordem e fazer os movimentos friamente calculados. Mas é isso que torna interessante o Mc Donald's, a rotina. E, se você tiver paciência, pode até achar divertido fazer surgir uma falha na Matrix. Não entendeu? É simples! No mundo todo os sanduíches são iguais mas, como nós brasileiros não somos muito fãs desse negócio de modelos, projetos e tal, surgem chatos como eu que odeiam tomate em sanduíche. E somos muitos aqui no Brasil. Pois bem, aí eles pra se adaptarem te deram a importantíssima opção de poder retirar a fatia de Mc Tomate do seu sanduba, e ainda por cima fazer com que a caixa do seu sanduba venha com um adesivo escroto, como se estivessem fazendo um favor. Mas, peça qualquer sanduba e solicite que se retire o tomate e, com paciência, observe a revolução que ocorre na loja. O caixa já começa a suar frio e já pede o sanduíche com uma voz meio trêmula. O cara que recebe o pedido já olha espantado e, assim que recebe a carne frita, o pão e o outros ingredientes ele trava, pensando no que fazer com tudo aquilo sem poder seguir a ordem que está acostumado. A Matrix trava, e só volta a funcionar quando um supervisor ou o gerente berram com o montador, que destrava e volta a montar o sanduíche.

Diversão até na hora de pedir o lanche.


domingo, janeiro 01, 2012

Mitológico Blog


  Algum de vocês já presenciou algo que só se lê em livros sobre Mitologia Greco-Romana?

Eu já.

Na verdade, quase todo sábado eu vivo a mesma cena mitológica.
Já ouviram falar do Hades? De Caronte? Do Rio Estiges?
Hades é o nome do deus grego que comanda os INFERNOS, na verdade o lugar também é chamado de Érebo ou Hades mesmo. Os INFERNOS não são como o Inferno judaico-cristão, são apenas as profundezas da Terra, onde existe um tribunal presidido pelo próprio Hades e com 3 juízes: Minos, Éaco e Radamanto, 3 figuras taciturnas que sem hesitação castigam ou recompensam as almas. As almas, após julgadas, ou iam para o Tártaro ( que seria nosso inferno) ou para os Campos Elísios ( que seria nosso céu).
Para chegar neste tribunal a alma percorre um longo caminho. Ao saírem de seus corpos mortos, as almas se dirigiam até as profundezas e, lá chegando, devem ir até a margem do Rio Estiges e entregar um óbolo ( uma moeda) para Caronte, o barqueiro do Rio Estiges, para que ele as conduzisse pelo rio até o tribunal. O óbolo era colocado sob a língua da pessoa ao morrer para que ele a entregasse à Caronte, porém, se a pessoa não tivesse o óbolo, passaria a eternidade vagando pelas margens do rio Estiges.
Tudo isso foi para dar uma idéia sobre os momentos mitológicos da minha vida.
Todo sábado de manhã, lá vou até a margem do Rio Estiges ( ponto de ônibus) pegar meu barco. Se for um sábado chuvoso, sem problemas, mas se for um sábado de sol, começa um suplício.
Entrego meu óbolo (passo o Riocard) à Caronte ( que é duplo aqui, motorista e cobrador) e sigo rumando pelo Rio Estiges ( Avenida Brasil). Viagem aos Infernos. Mas, por quê?
Pegar um 342 ( Jardim América - Castelo) num Sábado de sol é um martírio. Hordas de farofeiros invadem o ônibus com seus cabelos cheios de água oxigenada cremosa, suas panelas com panos úmidos por cima ( pra não ressecar... argh) e suas pranchas de isopor tomando espaço dentro do ônibus. E claro, falando alto e tocando pagode, afinal, tem que ter espaço no ônibus pra tambores e cavaquinhos, né? Este ônibus em particular tem um grande problema. Passa por 3 pontos de alta concentração farofística: Piscinão de Ramos, Estação Leopoldina e Central do Brasil. No piscinão descem algumas pessoas, mas nada que deixe o ônibus mais confortável. Depois, na Leopoldina, descem várias pessoas pra pegar ônibus pra zona sul, e na Central desce o resto, pra pegar ônibus pra Barra da Tijuca. Sobram poucas pessoas no ônibus... poucos gatos pingados que tem mais o que fazer num sábado do que ir pra praia com a Rosicreide e o Uóston.
Esses são meus sábados mitológicos.

Filósofos, Teólogos e afins que me desculpem, mas só eu presencio fatos Mitológicos ao vivo e à cores!!!