quinta-feira, dezembro 28, 2006

Fimdeanístico Blog

Pois é! Chegou a última semana do ano de 2006 que, se não foi maravilhoso, também não foi uma merda. E, como todo ano, vem a Retrospectiva para nos mostrar notícias que já conhecemos e que nem queríamos lembrar.

Vamos então a alguns fatos "marcantes" de 2006:

1 de Janeiro - A moeda do Azerbaijão passa designar-se Novo manat (AZN). (UAU!!!!)

1 de Janeiro - A Espanha proíbe o fumo em lugares públicos. (UAU!!!)

31 de Janeiro - Neva em Lisboa pela primeira vez em sessenta anos. (Ok, a cidade é linda. E deve ter ficado melhor ainda com neve)

13 de Fevereiro - Irrompe a pior crise financeira da PUC-SP em seus 60 anos de existência, forçando uma das maiores demissões em massa de docentes universitários da história do Brasil. (Dúvida: Quanto é a mensalidade por lá?)

29 de março - Às 23 horas e 29 minutos, no horário de Brasília, Marcos Pontes torna-se o primeiro brasileiro a ir para o espaço, onde permanece por oito dias na Estação Espacial Internacional. (Enviado especial da Globo ao espaço)

12 de Abril - Descobertos fósseis no deserto de Afar, na Etiópia, da mais primitiva espécie de Australopithecus, conhecida como Australopithecus anamensis, e datam cerca de 4,1 milhões de anos. (Ei, eu gosto de Arqueologia!)

26 de Abril - Dalai Lama, líder religioso budista, faz visita ao Brasil. (E o molusco que temos como presidente nem o recebeu)

1 de Maio - No Dia Mundial do Trabalho, imigrantes latinos param os Estados Unidos da América, num movimento chamado "Um dia sem imigrantes", mostrando sua importância para a economia do País. (Aliás, tem um filme com esse nome, que me parece ser ótimo)

1 de Maio - O presidente boliviano Evo Morales decreta a nacionalização dos hidrocarbonetos (gás natural) e petróleo, tropas do exército boliviano ocupam uma das instalações da Petrobrás. (E o molusco, tal qual Maria Schneider, deixou o cara passar manteiga no traseiro e mandar ver)

9 de Junho - Começa a XVIII Campeonato do Mundo de Futebol na Alemanha. (E o resultado estamos carecas de saber)

24 de agosto - Plutão deixa de ser reconhecido como um planeta pela União Astronômica Internacional, reduzindo o sistema solar para oito planetas. (Bastou um brasileiro ir ao espaço pra que sumisse um planeta)

1 de Setembro: A cidade de Fortaleza passou a ser agora a quarta maior capital do Brasil, superando Belo Horizonte. (E o Kiko?)

29 de Outubro - Luís Inácio Lula da Silva é reeleito presidente do Brasil (Parafraseando o Águia de Haia "Cada povo tem o governo que merece")

1 de Novembro - Colapso no sistema aéreo brasileiro provoca atrasos nos aeroportos do país inteiro (Continua provocando, inclusive)

5 de novembro - Saddam Hussein é sentenciado à morte por enforcamento, juntamente com seu meio-irmão Barzan Ibrahim e o ex-chefe da corte revolucionária Awad Hamed al-Bandar (Na minha opinião, um tiro no pé)

24 de novembro - Morre o último exemplar da espécie dos pandas marrons. (Heim?? )

26 de Dezembro - Brasil participará de supersatélite europeu de busca de planetas em 2015. (Pra quê?????)


E, como sempre a Retrospectiva nos brindará com uma seção de pessoas que passaram desta para outra melhor em 2006. Pessoas como Carequinha, Jece Valadão, Lou Rawls, Nelson Dantas, Telê Santana, Rodrigo Netto, Bussunda, Syd Barrett, Raul Cortez, Gianfrancesco Guarnieri, Steve Irwin, Jack Palance, Joseph Barbera e James Brown farão falta.
Porém Alfredo Stroessner, Caixa DAgua e Pinochet já foram tarde.
Mas, o que não entendo mesmo é como conseguiram encaixar a tal filha do Pelé e um ex-BBB nessa lista.


Ah, mas quem se importa? Todo mundo acaba asistindo mesmo, não é?

Então, fico por aqui e desejo boas entradas (sem duplo sentido, por favor) para todos.

E um feliz 2007!

quinta-feira, novembro 30, 2006

Intolerante blog...

Acredito que todo ser humano seja igual, independente de etnia, sexo, nacionalidade, religião, orientação sexual, nível cultural ou qualquer outro diferencial. Mas juro que sempre penso em rever meus conceitos quando passo perto de um grupo de góticos usando sobretudo num calor de 40º.

sábado, novembro 18, 2006

Roqueiro Blog...

Não, este texto não é de minha autoria. Aliás, gostaria de saber quem é o autor.


Árvore Genealógica do Metal e do Rock


Vovô e Vovó Blues Um casal velhinho, de pele escura, tendo os dois uma voz bem grave. Muito simpáticos e sorridentes, adoram dançar, ou "balançar o esqueleto", como preferem dizer. Já tiveram suas brigas com a Dona Música Clássica, e sempre foram amigos do senhor Jazz (especialmente a Sra. Blues), um outro velhinho, ex-acrobata de um circo local. Tiveram quatro filhos: Rockabilly, Rock Pop, Rock Progressivo e Hard Rock.

Rockabilly: O irmão mais velho. Outro que é apaixonado por dançar. Antigamente, andou muito com o segundo mais velho, o Rock Pop. Adora topetes, calças boca-de-sino, óculos escuros coloridos, brilhantina e coisas bregas em geral. Fez muito sucesso com a mulherada na juventude, mas agora é um velho gordo.

Rock Pop: Adora andar na moda, mas não tem uma opinião fixa. Já andou com todos os outros irmãos, menos com o Progressivo. Sabe-se que ele ganha muito bem, e quem anda com ele também, e que ele é louco por dinheiro, se vende por qualquer coisa. Dizem que ele gosta de enganar as pessoas às vezes, dizendo que uma coisa é boa quando não é, mas não se sabe.

Rock Progressivo: Carinhosamente apelidado de Prog, ele é um caso a parte. Correm boatos de que ele é filho de um caso da Sra. Blues com o Sr. Jazz, o que ficou ainda mais sério quando ele começou a fazer acrobacias. Muito exibicionista, adora mostrar as loucuras que consegue fazer, apesar de que, de vez em quando, as pessoas se irritam por que ele fica muito tempo fazendo, ou faz coisas chatas, só por que é difícil. Mas é um cara muito legal, quando pára com o exibicionismo puro.

Hard Rock: Meio revoltado, meio dançante. Quanto a esse, não restam dúvidas que veio dos Blues. Ele também AMA penduricalhos, bandanas, lenços, maquiagem, cabelos bufantes e vive fazendo poses meio homossexuais, mas não é gay. Um pouco esquentadinho também. Conta-se que na adolescência usou e abusou das drogas e era meio ninfomaníaco. Casou-se e teve dois filhos: o pródigo Heavy Metal e o caçula Punk Rock.


Punk Rock: Muito revoltado, e muito relaxado também. Tentou ser igual ao pai, mas não conseguiu e se frustrou, vindo daí sua revolta. É muito fraquinho, raquítico. Não se importa com nada, mas vive falando de igualdade, vive defendendo ideais comunistas. Bebe mais que carro a gasolina com o tanque furado. O casa dele é uma bagunça, principalmente a COZINHA, que é muito tosca, tudo meia-boca. Teve dois filhos com a namorada, chamados de Hard Core e Grunge. Acha que um dia vai mudar a sociedade.

Hardcore: Menino meio maluco, vive correndo pela casa, não pára de correr. É um pouco mais organizado na cozinha do que o pai, mas também é fraquinho. É surfista e skatista também. Quando está meio Emotivo, passa o tempo todo reclamando da namorada que corneia ele todo dia.

Grunge: Ele é meio tristonho.Vive reclamando da vida. Está na puberdade, por isso sua voz dá umas desafinadas às vezes. Ele costuma agir de maneira suicida.


Heavy Metal: Ele é muito forte e bem pesado. Bebe ainda mais que o Punk. Gosta de falar de mitologia nórdica e ocultismo, mas é bem cabeça aberta, dá para falar com ele de tudo: política, amor, humor, da vida... Reza a lenda que ele tem pacto com o diabo, mas isso é mentira. Adora roupas de couro e spikes. Dizem que ele é o que o Punk sempre quis ser. Tem uma voz grave, mas quando grita fica um pouco agudo. Tem fama de malvado, mas não é... Só quando está de mau-humor. Quando está de bom humor pode ser o cara mais engraçado do mundo. Gosta de cabelos compridos e de exibir os músculos às vezes. Não gosta muito de ir à Igreja. Acho que é daí que vem sua fama de anticristo... Ainda mais quando ele começa a tirar sarro da cara dos sacristões, e eles levam a sério! Gosta de andar de motocicleta, e é mecânico. Tem uma Harley Davidson. Teve vários filhos: Thrash, Melódico, Prog Metal, Death, Black, White, Doom, Gothic, que são muito unidos (com exceção do Black e do White, que nunca se entenderam) que vivem fazendo trabalhos em cooperação.

Thrash: Mais ágil que o pai, trabalha de ajudante de pedreiro, sendo mais forte. Um pouco violento de vez em quando, mas também é muito engraçado quando quer. Quando era pequeno engoliu uma escova de cabelo e desde então sua voz nunca mais foi a mesma.

Melódico: Costumava freqüentar a casa da Sra. Música Clássica quando era menor. É ator de teatro, fascinado por J.R.R. Tolkien e coisas medievais. É muito feliz, especialmente quando fala. Tanto que seu maior problema é que ele costuma se empolgar, e, por ter uma voz aguda, fica irritante escuta-lo. Adora coisas muito enfeitadas. Quer dar um presente pra ele? Compre um livro de fantasia com uma capa de veludo e com um marca-páginas bem grande, com gravuras da pintura barroca, bem detalhados.

Prog Metal: Costumava andar com o tio Prog, e aprendeu muitas manobras e acrobacias, e espera ser artista de circo também, mas não consegue fazer tudo por que é mais gordo, mais pesado, e tem o mesmo problema com exibicionismo.

Os irmãos Death e Black: Figuraças. Sabe os irmãos caverna? São iguaizinhos. São tão parecidos, que só dá pra distinguir quando o Black está de maquiagem, ou quando está mais enfeitado. Ninguém entende muito o que eles falam. Acredita-se que tenham uma linguagem própria. Mas sabe-se que quando o Black abre a boca é pra mandar Deus pr'aquele lugar, e dizer que o Diabo é o senhor dele. Trabalha com confecção de velas. O Death é meio estranho, trabalha de legista. Das vezes que se entendeu o que ele disse, ele só falava de como as pessoas morriam. Acho que o emprego dele o deixou meio neurótico. Gostam muito do Thrash. O Death costuma falar com o White às vezes, mas o Black nem chega perto. São muito violentos e estouradinhos. O Black é muito frio também, não tem pena de ninguém, e vive mutilando animais.

White: Indo na contra-mão do pai, é extremamente religioso. Detesta o Black, mas consegue conversar com o Death, e eles até trabalham juntos de vez em quando. Na Igreja do White, é claro. Seu único problema é que, para tentar parecer mais cristão, esquece que nasceu em uma família de peso, fazendo jejuns muito grandes e ficando muito leve.

Doom e Gothic: Outros muito parecidos. Só dá pra perceber a diferença por que o Gothic é mais calminho e vive bem equipado com coisas eletrônicas, enquanto o Doom às vezes lembra o Death, em alguns traços. Vivem reclamando da vida, falando de como sofrem... De como a vida é um inferno... Parecem um pouco com o Grunge quando começam a falar, mas diga isso pra eles e veja o que sobra de você! O Gothic gosta de coisas eletrônicas e trabalha consertando equipamentos e tem um timbre de voz ultra grave, mas só fala sussurrando. O Doom trabalha de coveiro.

Ah! Existem dois caras aí dizendo que pertencem à essa família, mas todo mundo sabe que eles só querem ter o sobrenome Metal/Rock/Core por dinheiro. Um é tão porco que às vezes lembra o Punk, é mais desafinado que o Grunge, e só é pesadão, mas não se alimenta bem, vive de porcaria. Conhecido como New Metal. Para se ter uma idéia, ele anda com um carinha muito chato chamado Hip-Hop!
O outro é o Emo. Menino esquisito, adora usar franja e maquiagem, chora por qualquer motivo e sofre de uma certa tendência baitolística.


segunda-feira, outubro 16, 2006

Cinéfilo blog...

Neste feriadão fui com Vanessa, a amada, assistir ao filme "O Grito 2". Bem, pesoalmente gostei, mas imagino que quem não fale porra nenhuma de japonês e quem não saca porra nenhuma de folclore japonês vá achar o filme uma grande bosta. Motivo? Tradução porca dos diálogos em japonês (que são muito mais explicativos, além do fato de traduzir warui ki como "espíritos ruins", quando deveria ser "intenções ruins") e o fato do folclore japonês fazer pouco sentido para a grande maioria dos ocidentais. Definitivamente o primeiro filme foi bem melhor, mas com certeza o original japonês (Ju-on) foi bem melhor, simplesmente pelo fato de nao haver o tal choque cultural. É simples, o enredo do original se encaixa perfeitamente com a realidade e o folclore japonês, sem maiores explicações filosóficas ou culturais.
Aliás, essas adaptações feitas pelo cinema Yankee são meia-boca ao extremo! "The ring (O chamado)", "The grudge (O grito)" e "Dark Water (Água negra)" nem de longe podem ser comparados aos originais "Ringu", "Ju-on" e "Kuroi mizu", respectivamente.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Hiato criativo durando mais do que eu imaginava...

Largado blog...

Ok, sei que meu blog tá meio largado, mas é que não consigo pensar em NADA pra escrever e digamos que meus dias não são exatamente interessantes pra serem narrados aqui.
Mas eu sou brasileiro e não desisto nunca! Mesmo que eu deixe pra última hora...

quinta-feira, maio 18, 2006

Prestes-a-ser-chamado-de-machista Blog

Teoria elaborada com um grupo de amigos utilizando pesquisa em campo, entrevistas com representantes de ambos os sexos e os mais modernos conceitos da Psicologia Evolutiva:

"Homens procuram mulheres. Mulheres procuram machos"

Explicação:
Imagine aquela mulher super-hiper-ultra-gostosa passando pela rua, só que com aquele baita jeito de vagabunda... A reacao de dois homens seria: - "Cara, essa mulher é muito gostosa..." - "Podes crer... Olha só que bundao..." E é claro, emendariam com uma frase do tipo: "Mas cá entre nós, essa aí é para usar duas camisinhas...", "Nao dá para apresentar para a mamãe não", "O cara que pegar tá pedindo para ser corno", etc... E é óbvio, vão se esquecer dela.
Agora a situacao inversa:
O cara altamente boa-pinta, mas que é um playbabaca anabolizado com o carrão do pai, bonezinho para proteger do sol às 8 horas da noite, maconha no porta-luvas, CD de funk tocando no som que vale mais que o próprio automóvel e é claro, o adesivo no para-brisa dizendo "Aqui só entra cachorra".
A reação de duas mulheres: - "Olha só que cara lindo!" - "Ele é um gato!" - "Vou lá falar com ele!" - "Olha, aquele cara ali é muito safado, uma prima da minha amiga já se ferrou na mão dele." - "Ah, que nada! Isso aí é despeito!"

A questao é que o homem pode procurar uma mulher por diversão, mas se ele estiver em namoro fixo, é por que com certeza gosta da mulher com que está. A mulher pode até achar o cara legal, mas só vai querer ficar com ele se ele tiver porte físico, como se fosse uma femea procurando um reprodutor em uma espécie qualquer. Já vi mulheres cantando uma bicha desvairadissima que a cada três passos dava uma rodopiada, pelo simples fato dele ser modelo.
E qual é o macho reprodutor ideal e mais cobicado pelas fêmeas de qualquer espécie ? O "Líder da manada". Em um grupo, o lider da manada é aquele que dá as ordens. Assim como em uma manada de búfalos, o lider tem que ter porte fisico, musculoso e preferencialmente mais alto. Ou então ser simplesmente alguem que chama mais a atenção dos demais. Como exemplo posso citar o caso do cara que é careca, baixinho, vesgo e narigudo, mas que é professor . Ou que é gerente de uma empresa. Ou que é jogador de futebol. Ou entao daquele cara que é normal em termos de beleza, nem mais, nem menos, mas que aparece na TV.
Exemplo:
O cara pelo qual as mulheres berram e imploram histericamente por um unico olhar dele, pelo simples fato dele estar no palco na hora do show, mesmo que ele seja feio, largado, idiota, e viciado em drogas. Exemplos: Backstreet Boys, NSync, KLB, Polegar, Menudos, Domino, Beatles (que nunca foram boa-pinta), etc.
E depois as mulheres ainda ficam reclamando... "Que cara safado! Me traiu com aquela vagabunda!" , "E eu achei que ele gostava de mim", etc.
E por último, o pior de tudo... A garota que escolheu um FDP para ficar por puro instinto biologico, depois de ser sacaneada, encontra um cara a fim dela. Esse cara não é tão bonito, mas tambem não tao feio, que se declara, diz que está apaixonado, liga só para o prazer de ouvir a voz dela, etc. E o pior de tudo é que o cara está falando a verdade.
E diante de um cara sensivel, legal, carinhoso e apaixonado desses, pelo qual qualquer pessoa com um mínimo de sentimentos se derreteria, qual seria a reação da mulher? "Ve se eu vou acreditar nesse cara aí. Homem é capaz de qualquer coisa para enganar a gente".

Corrijam-me se eu estiver errado.

quinta-feira, abril 20, 2006

Kaidan, final.

Nove anos se passaram, Carlos se tornou um bem sucedido empresário do ramo da informática.. Ele havia recebido de um amigo em Tokyo a noticia que Sayaka havia se matado na clinica aos 14 anos, tomando uma dose enorme de tranqüilizantes que roubara da enfermaria. Carlos tentou esquecer isso também, e continuou na sua rotina diária, como um cidadão acima de qualquer suspeita. Ele havia se casado, mas em 2 anos o casamento chegou ao fim, pelo fato da esposa querer engravidar e ele ter horror a essa possibilidade. Então ele passou a freqüentar a noite paulistana mais do que nunca, sempre em busca de alguma mulher que pudesse satisfazer seus impulsos naturais, sem compromisso. Todavia, ele não levva o menor jeito com as mulheres, e sempre acabava em algum bordel Até que uma noite, quando foi a uma danceteria nos arredores da Vila Mariana, ele conheceu uma linda nissei, sensual e provocante, e que não parava de olhar para ele...eles conversaram e Carlos a convidou para saírem dali e ela aceitou ir a casa dele. Lá fizeram amor, Carlos não se importava de ser quase 10 anos mais velho do que ela. Ela era sexy e havia aceitado estar ali. Após terem feito amor Carlos disse que iria descer até a cozinha para tomar algo a convidou. A garota parou no topo da escada, Carlos já havia descido dois degraus. – Você não vem? Perguntou, e com espanto reparou em um objeto no chão, perto da escada. Parecia ser um coelho de pelúcia.
- Não vou descer essa escada com você.
Ele parou por um segundo e antes que pudesse perguntar por que ela disse: - Vai que você me empurra como fez com minha irmã. O medo do sobrenatural tomou conta de Carlos e antes que pudesse fazer algo ela o chutou no peito e ele rolou escada abaixo caindo no chão da sala já sem vida.
Na parede da sala a policia encontrou caracteres japoneses escritos com batom vermelho, um dos policiais, descendente de japoneses, traduziu:
AGORA PODEMOS IR EM PAZ.

sábado, abril 15, 2006

Kaidan/Escada

Kaidan
Carlos era um rapaz desempregado que teve uma oportunidade única em sua vida: morar em Tokyo. Ele rapidamente organizou sua vida e logo estava lá. Era uma ótima chance para um jovem de vinte anos. Arrumou um emprego em uma fábrica de doces, fez inúmeras amizades, ingressou na faculdade e freqüentava um templo Shinto onde foi muito bem recebido e era muito bem visto. Todos o tinham como um rapaz honesto, esforçado e de bom caráter. Por ter essas qualidades, uma amiga que ele conhecera no templo pediu que durante alguns dias por algumas horas da tarde ele fosse a casa dela cuidar de suas filhas pois ela não conseguia achar uma babá de confiança. Ele, sempre prestativo, aceitou.
Sua amiga Midori tinha duas filhas: Sayaka de 9 anos e Tomomi de apenas 3.
Carlos nunca imaginara que seria tão difícil controlar aquelas crianças, e mesmo a mais nova era difícil de cuidar. Elas davam muito trabalho a Carlos e, no terceiro dia ele já estava nervoso e estressado. Na tarde de quinta feira enquanto Sayaka e Tomomi brincavam enquanto tomavam banho, no segundo andar da casa, mas a pequena Tomomi não parava de gritar, e isso foi irritando Carlos. Ele perdeu a cabeça e jurou que faria a garotinha se calar de qualquer forma. Subiu as escadas e se escondeu no quarto de Midori. Após as duas meninas terem tomado banho, Sayaka foi para seu quarto e Tomomi parou perto da escada, para pegar seu brinquedo favorito que estava jogado ali, um coelho de pelúcia. Quando Carlos viu Tomomi na beira da escada se aproximou e deu um chute no peito da garotinha, que voou até metade da escada e foi rolando até cair morta no chão da sala. Ele não podia crer no que havia feito. Ele havia deixado sua raiva fazer uma brutalidade dessas, e agora? Ele não pensou duas vezes e colocou a culpa em Sayaka que foi internada em uma clinica para crianças com problemas mentais.

Sayaka foi internada, ninguém acreditava nela nem mesmo sua mãe, tamanho era o ciúme que ela tinha de sua irmã. Sayaka insistia me culpar Carlos mas quanto mais o fazia mais os médicos a achavam louca.
No ano seguinte Carlos decidiu voltar ao Brasil para tentar esquecer tudo e colocar uma pedra sobre seu passado.

Continua...

sábado, abril 08, 2006

Faixa-preta blog

Dia desses estava lendo uma revista de artes marciais uma entrevista com aquele trio enganação chamado KLB. Não me perguntem a razão dos editores da revista terem entrevistado esses pseudo-músicos senão o fato do pai deles ser um dos maiores empresários do país, mas o fato é que eles estão na capa da revista, que não é lá essas coisas, mas é uma das poucas sobre artes marciais no Brasil. Bem, de qualquer forma, lá estava aquela consoante (Não sei se era o K, o L ou o B, mas era o grandão vesgo com cara de doente mental) falando que está perto de conseguir sua tão sonhada faixa preta em taekwondo. Não sei se ele é bom ou ruim, mas creio que, se ele está pra conseguir sua faixa preta, com certeza ele dá pro gasto, mas o que me chamou a atenção foi o fato dele dizer que espera por esse dia há muito tempo. Isso sim me pareceu atitude de inciante, pelo menos ao meu ver. Eu também tinha pressa de conseguir a faixa preta, mas isso nos primeiros 6 meses de treino de karate. Depois disso, percebi que a faixa em si não representa grande coisa. Não que a faixa preta não seja nada, afinal, significa que você aprendeu todos os golpes básicos e está liberado para começar nas técnicas mais avançadas. Diferentemente do que todos pensam, a faixa preta não é o fim, e sim um novo começo. Inclusive, essa sistema de graduação por faixas é recente, começou mais ou menos na época da 2ª Guerra Mundial, criado pelo Dr. Jigoro Kano, fundador do Judo. Depois disso o karate passou a usar, influenciado mesmo por Kano, um dos que ajudou Gichin Funakoshi, considerado o pai do karate moderno, a difundir sua arte em Tokyo. Depois disso, vários sistemas de artes marciais do mundo todo passaram a utilizar este sistema, visto que foi considerado uma forma de incentivo à prática, pois a pessoa percebe que está evoluindo pela cor da faixa. Basicamente nós, ocidentais, somos os maiores fãs desse sistema. Felizmente algumas pessoas, com o passar do tempo, acaba percebendo que a cor da faixa não significa nada, que o importante é o que você assimila. A faixa preta ( termo que não existe na língua japonesa, não pense que vai escutar um japonês falando que é "kuroi obi" ou algo do gênero) nada mais é que um "certificado" de que você aprendeu as formas básicas, mas que não necessariamente sabe usar. Sim, existem faixas pretas que não sabem lutar. Assustado com essa afirmação? Pois é a mais pura verdade. Já conheci faixas pretas que perderiam para muitos faixas vermelhas, que é a terceira graduação do karate. Mesmo que o faixa vermelha fosse muito bom, um faixa preta deveria ser melhor. Eu mesmo, na minha época de faixa verde ( a quinta graduação) já venci muitos faixas pretas. Infelizmente, isso acontece pelo fato de muitas pessoas só levarem 4 anos para chegar ao nível de Shodan ( grau de faixa preta). Eu mesmo levei 15 anos, e mesmo assim acho que poderia ter esperado mais. Mas o pior é a existência de faixas pretas que, independente de serem bons ou ruins na aplicação das técnicas de luta, desconhecem quase toda parte teórica da arte que pratica E isso, infelizmente, é uma maioria. A maioria dos praticantes de karate que eu conheci sequer leu algum dos livros de Funakoshi. Sequer imaginam que o karate nem é japonês e, mesmo assim, ao chegar à Shodan começam a dar aulas. Praticar uma arte marcial, mais o que uma atividade física, é uma atividade cultural. Você está aprendendo a cultura de um país diferente, ou, no caso da capoeira, a História do seu próprio país. Ao conhecer alguém que se diz faixa preta, peça para que esta pessoa lhe contar a história da arte que pratica. Isto pode lhe render um pouco mais de cultura ou algumas risadas.

sábado, fevereiro 18, 2006

Cinematográfico blog

Cinematográfico blog...

Ontem fui ao cinema com Vanessa, a amada, para a estréia de "A pantera cor-de-rosa". Hilário, porém um pouco abaixo dos estrelados por Peter Sellers. Não, a culpa não é de Steve Martin, aliás, ótimo como o inspetor Closeau, e mais por culpa do roteiro, muito aquém da série clássica.
Martin manteve bem o papel de Closeau, mantendo o sotaque utilizado por Sellers mas sem que sua interpretação fosse uma imitação. Não havia o Kato e, por consequência, não haviam as hilárias cenas de luta no apartamento do inspetor. Porém, haviam Jean Reno, ótimo, no papel de Ponton, "assistente" de Closeau e Kevin Kline, perfeito, como o inspetor-chefe Dreyfuss.
Salvaram-se os personagens, que mereciam um roteiro digno deles. Mas devo dizer que a cena do globo terrestre, que foi uma homenagem ao filme original, a cena da aula de sotaque americano, a cena do Viagra e a cena onde Closeau e Ponton tem que "provar" que são dançarinos da cantora Xania ( a tal da Beyoncee) já valeram o ingresso, sem sombra de dúvidas.
Mas, depois de anos, percebi a razão de eu tanto gostar de Closeau. Além de ser um ótimo personagem, notei algumas semelhanças comigo, como, por exemplo, achar que está fazendo tudo certo e na verdade estar mais perdido do que cego em tiroteio. Isso sem falar que sou quase tão inoportuno quanto ele e também nunca soube como lidar direito com as mulheres. Felizmente Vanessa, a amada, é uma ótima professora.
Pensando nessas particularidades em comum com Closeau, comecei a ver que tenho algumas características de outros personagens que eu gosto muito. Vai ver é por isso que gostamos de alguns personagens, pelo fato de, de alguma forma, nos identificarmos com eles ou querermos de alguma forma ser como eles. Dá uma ohada nos meus personagens favoritos e similaridades que tenho com eles:

-Garfield: Mal-humor e sarcasmo crônicos.
-Conan, o bárbaro: São tão delicado quanto.
-Musashi: Sou tão vidrado nos treinos de artes marciais quanto ele, mas tomo banho.
-Recruta Zero: Preguiça crônica
-Charlie Brown: Ah, o otimismo e a auto-estima!
-Urso Fowzy, dos Muppets: Ótimas piadas como as dele.
-Shreck: Razões óbvias, tão ogro quanto.
-Peter Parker, o homem-aranha: Tão azarado e duro quanto, e com uma namorada tão gostosa quanto (uhuuuuu).

E vocês, queridos 4 leitores, tem algum ou alguns personagens com os quais se identificam?

sábado, fevereiro 04, 2006

Confuso Blog...

Confuso Blog...

Dia desses eu estava andando aqui por Vigário Geral, quando um carro passou pela rua com o som ligado no máximo. Obviamente era funk tocando.
Num outro dia, passou na televisão uma reportagem sobre uma praia nudista. A maioria esmagadora dos freqüentadores tinha o corpo bem caído.
Observando esses 2 fenômenos da natureza humana, comecei a realizar complicados estudos sobre Antropologia, Sociologia, Biomedicina, Psicologia, Arquivologia e Ciências Atuariais... e descobri que, o ser humano adora mostrar o que não é bonito ( palmas!!!)
Podem notar.... o que é o programa do Ratinho? Só mostra desgraça e gente feia.
O que dá mais audiência nos noticiários? Desgraça.
Qual o tipo de música que as pessoas colocam pra tocar no carro no maior volume? Funk ou pagode.
Que tipo de gente freqüenta praia de nudismo? Ou é velho ou é gordo.
Não tenho nada contra velhos, gordos ou coisas afim... mas me intriga o fato de pessoas saradas, que malham exatamente pra terum corpo bonito e desejável, não terem o hábito de ir em praias de nudismo. Eu, por exemplo, não sou sarado. Mas tenho vontade de ir em uma praia de nudismo, o que me encaixa na pesquisa.
Outro exemplo, pessoas que escutam música clássica. Você não as vê colocando o volume do rádio no carro ao tocar Wagner, por exemplo. Mas aposto que já viu algum carro com um aparelho de som mais caro que o próprio veículo tocando pagode/funk/axé/Callypso/Sertanejo na maior altura. Eu prefiro colocar Led Zeppelin, mas isso não vem ao caso.
Aliás, isso me fez lembrar de uma frase:

Quem diz que rock é música do Diabo, é porque não sabe o inferno que é ouvir pagode e funk.

Pensem nisso.

sábado, janeiro 21, 2006

Intolerante Blog...

Acredito que todo ser humano seja igual, independente de etnia, sexo, nacionalidade, religião, orientação sexual, nível cultural ou qualquer outro diferencial.
Mas juro que sempre penso em rever meus conceitos quando pego o metrô cheio de bêbados vindo de algum show com entrada franca no Aterro do Flamengo