quarta-feira, agosto 24, 2011

Minoritário Blog


Existe no Brasil e no mundo um imenso mimimi sobre as adaptações que deveriam ser feitas na sociedade e em locais públicos para facilitar a vida de usuários e/ou contribuintes que pertencem às tão faladas minorias. Quem seriam os integrantes dessas minorias? No Brasil seriam os anões, obesos, deficientes físicos, negros ( minoria?), homossexuais, orientais, pessoas de baixa renda ( minoria??), etc... Bem, essas mudanças não necessariamente são feitas à favor das minorias, vide o caso dos fumantes que ficam cada vez mais relegados à um cantinho ( literalmente) nos shoppings, restaurantes e escritórios, mas o fato é que essas mudanças ocorrem e favorecem algum segmento da sociedade. Vejamos os exemplos:

- Cadeiras mais largas para os obesos
- Telefones mais baixos para os anões
- Semáforos sonoros para os cegos
- Cotas para negros e pessoas de baixa renda
- Closed Caption para surdos
- Calçadas mais baixas e assentos sanitários adaptados aos deficientes físicos

Mas, existe uma minoria na sociedade que nunca é lembrada e, quando um de seus membros diz que a sociedade não é adaptada para eles, as pessoas dizem que eles não tem do que reclamar. Quem são os incompreendidos membros da sociedade que fazem parte desta minoria não reconhecida? São os altos. Sim, caros 4 leitores, eu faço parte desta minoria incompreendida por esta sociedade de baixa estatura. Todos desta sociedade baixinha acham que não temos problemas pelo fato de não precisarmos de escada para trocar uma lâmpada mas, por baixo desta alta estatura que possuímos, existem corações amargurados pelo descaso da sociedade verticalmente prejudicada. E quais os problemas que nós, altos, temos que passar no nosso cotidiano num mundo feito para atender as necessidades da sociedade pintora de rodapé? Veja abaixo como nós, altos, sofremos neste mundo nanico:
- Termos de, ou sentar no fundo da sala de aula, ou abaixar a cabeça pra que outros enxerguem o quadro negro.
- Colocar o banco do motorista todo para trás para podermos dirigir.
- Chuveiros baixos
- Encontrar calças adequadas
- Bater a cabeça no ferro do ônibus ou levar um tapa na cabeça quando algum baixinho vai segurar o ferro do ônibus
- Ter de pagar passagem de avião de classe executiva, no mínimo, se quiser chegar ao destino com seus joelhos intactos.
- Abaixar a cabeça no cinema pro nanico que está sentado no banco de trás possa assistir o filme.
- Dar cabeçada em ovos de Páscoa.
- Dormir com os pés pra fora da cama
- Se abaixar pra aparecer em foto junto com pigmeus.
- Aturar cidadãos de Lilliput dizendo que você deveria jogar basquete.
- Ir em feiras livres e perceber que as barracas são feitas pra que salva-vidas de aquário não batam com a cabeça.
- Toldos de lojas gerenciadas por guarda-costas de Playmobil.





Perceberam as dificuldades que nós, altos, passamos no nosso dia a dia? Não são poucas as provações que esta sociedade maquinista de Ferrorama nos impõe! Nós, altos, deveríamos fundar uma ONG em defesa dos nossos direitos, visto que pagamos tantos impostos quanto qualquer cidadão.
Vamos deixar a sociedade brasileira num nível mais alto!!!!

quarta-feira, agosto 17, 2011

Poeteiro blog



Seus seios me tornam um escultor

Ao tirar suas roupas esta manhã, mais uma vez

Botões, zíper...

Observá-la tomar o café da manhã, nua

Suas mãos, a caneca, seus lábios

Seus seios a suspirar

Eles alimentam os gulosos bebês que são meus olhos

Famintos

Seus seios não são mármore

Eles respiram lentamente

Como água ondulando

Seus seios nunca são esmagados ao fazer amor

Eles se acomodam em minhas mãos, como se elas fossem um ninho

Poético blog

Uma das minhas favoritas

"A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.

E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,

entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos."


Carlos Drummond de Andrade



Dá o que pensar, não?

sábado, agosto 13, 2011

Inerte Blog

Ando me sentindo meio estranho faz algum tempo, mas é meio difícil explicar. Porém, lembrei de algo que eu li em um livro que eu adoro.
Eiji Yoshikawa escreveu isso em sua maior obra " Musashi", no volume II, livro VII " A harmonia final", pág 1654 da edição em Português:

"A angústia dos que são acometidos pelo mal da inércia só pode compreender quem já a experimentou alguma vez. Ócio é algo com que todo ser humano sonha. O mal da inércia, entretanto, fica longe da agradável sensação de descando e paz que o ócio proporciona: quem por ele é acometido não consegue agir, por mais que se empenhe. Mente amortecida e visão embaçada, o enfermo debate na poça do próprio sangue. Está doente, mas o corpo não apresenta alterações. Batendo a cabeça na parede, sem conseguir recuar ou progredir, preso num vácuo imobilizante, a pessoa sente-se perdida, duvida de sim mesma, despreza-se, e por fim chora."





Não chega a ser tãaaaaaaaaaaao drático assim, mas empacar realmente me deixa pra baixo. E não sou do tipo que curte ficar na Zona de Conforto, então vou catar algum desafio, pois geralmente quando tô sob pressão é que consigo fazer as coisas darem certo.

sábado, agosto 06, 2011

Anti pop-up blog

Todos os que estão lendo este texto com certeza conhecem os malditos pop-ups que qualquer criatura que navegue na internet odeia, não é? Pois é, eu também detesto essas malditas janelas que surgem na sua frente e que te fazem odiar a empresa que as coloca, o que é justamente o contrário da intenção de quem os colocou ali, certo? Pois é, mas quem disse que só as pessoas que utilizam internet é que odeiam os pop-ups? Eu digo que qualquer um que ande por alguma grande cidade odeia os pop-ups, mesmo que nunca tenha utilizado um computador na vida. Quem é que nunca foi abordado por algum panfleteiro com aqueles papéis de "Compro ouro", "Crédito ilimitado" ou "xerox 10 centavos"?



Certa vez eu, ao passar pela rua Uruguaiana no centro do Rio resolvi pegar todos os papéis que me entregassem e contabilizei no final mais ou menos 12 panfletos de "Compro ouro", 11 de "Crédito ilimitado" e uns 20 de "Relax à 10 reais". Ah, por "Relax" entenda "chupada", "boquete", "felação", "felatio", "bolagato" e/ou similares. Mas esses malditos pop-ups da vida real estavam limitados à pequenas empresas cuja única forma de propaganda era esta, até mesmo pelo fato de não ser necessário uma propaganda maior mas, de uns tempos pra cá as coisas começaram a mudar. Empresas grandes como uma certa loja de departamentos e um grande banco começaram a utilizar esse maldita forma de propaganda, contratando as maiores malas sem alça que existem, tornando esse maldito pop-up quase um spam!Exemplo bom mesmo são as lojas de departamento como a C&A, Leader, Renner,Lojas Americanas. Cada uma delas com seus respectivos malas-de-papel-crepom-sem-alça-e-sem-rodinha-na-chuva perguntando: Já tem nosso cartão senhor?Precisa de dinheiro rápido senhor? Quer conhecer uma oportunidade única senhor? E por vai...

Tenho pena mesmo das senhoras e senhores que são abordados por esses malas, pop-ups ambulantes oferecendo empréstimos rápidos com desconto em folha. Ao meu ver esse tipo de abordagem irrita e não funciona como uma boa jogada de marketing. Mas, podem render boas risadas! Experimente perguntar pra qualquer um deles se os juros cobrados são simples ou compostos. A cara que eles fazem ao ouvir a pergunta já vale pra te deixar de bom-humor o resto do dia.