Domingo, Março 18, 2012

Dionísico Blog

Hoje estava por Jacarepaguá pois minha esposa foi fazer uma prova e, como eu ficaria com MUITO tempo livre, resolvi ir em uma adega que era frequentada pelo meu bisavô materno, avô materno e avô paterno. Eu ia muito lá com meu avô e meu pai, e adorava aquele clima dionísico: Sotaque português constante, cheiro de vinho, barris e mais barris empilhados e sempre música típica portuguesa. Toda vez que eu ia lá meu pai ou meu avô me davam uma provinha do vinho que iam comprar, e não, nem por isso me tornei um alcoólatra. Sim, houve um tempo em que era comum se fazer isso. E a criança crescia acostumada com isso e ao chegar em uma idade em que poderia comprar bebida sozinho, não enchia a cara. Enfim, isso é coisa pra outro texto.
Chegando lá,a encontro deserta, triste, sem música nem ninguém. Uma sombra do que já foi um dia. Fui ao "anexo", um lugar grandioso que tenta parecer um castelo, construído pelos donos da tal adega. Enorme, impessoal, frio e sem vida, que realmente tem uma variedade enorme de vinhos, mas só porcaria barata e sem gosto algum. Coisa pra quem quer encher a cara em churrasco de laje. Em nada se parecia com aquele ambiente alegre e vivo que conquistou gerações da minha família. Dionísio não estava por lá.

É, fica a lembrança. Bons tempos que infelizmente não voltam mais. Não pela adega em si, mas aquele contato entre neto e avô que se tornou impossível pois, citando Neil Gaiman, "A vida é uma doença: sexualmente transmissível e invariavelmente fatal."



Quarta-feira, Fevereiro 22, 2012

Dotô Blog

Há 4 anos virei funcionário público. Como toda boa estatal, lá existem os chamados “Cargos Comissionados”, que não são exatamente uma promoção, e sim um cargo de chefia que a pessoa ocupa, até segunda ordem. A pessoa é, oficialmente, escolhida por ter a capacidade técnica e a prática necessária pra ocupar tal cargo.

Na prática, basta você ter um bom networking pra conseguir um desses cargos, e não precisa nem fazer concurso pra isso. Claro que isso não é com todos, vejam bem, alguns realmente ocupam tal cargo por ter capacidade para isso, mas são raros. Mas existe um fenômeno interessante para quem ocupa tais cargos: O Doutorado Temporário
. Pois é, lembro de que dia desses a atual Drª Phulana era simplesmente a Phulana do Almoxarifado. Mas bastou pegar o cargo que o sufixo “DOUTORA” passou a fazer parte do seu nome. Sem sequer ter feito algo além do Ensino Médio, quem dirá Doutorado!

E esse mal aflige outras profissões! Vão me dizer que faz sentido advogados serem tratados como DOUTOR”? Que faz sentido delegados serem tratados por “DOUTOR”? Eu já acho errado chamarmos médicos de “DOUTOR”, mas vá lá... só não me peçam pra chamar outros jalecos brancos de “DOUTOR”, como os Fisioterapeutas, Psicólogos e Fonoaudiólogos da vida.



Domingo, Fevereiro 05, 2012

Religioso Blog

  Está tomando força aqui no Rio um movimento contra a intolerância religiosa, visto que casos de ignorantes que depredam imagens sacras tanto de igrejas católicas quanto de centros espíritas está aumentando de forma preocupante. Em sua grande maioria são evangélicos que não entendem nada da própria religião que costumam chutar imagens de santos na tv, que dizem que Orixás são manifestações do demônio, que são mais judeus que os judeus (sabe-se lá pq um povo agora cisma de querer falar termos em hebraico) e por aí vai. Não que católicos, espíritas e afins não façam isso, mas pelo menos não veiculam programas em rede nacional fazendo essas burradas. Voltando ao assunto, criou-se um Disque (odeio essa palavra, um dia explico pq) Denúncia contra a intolerância religiosa, e vereadores cariocas estudam medidas para diminuir essa estupidez.
Tudo isso é louvável, mas vieram cá em minha mente ociosa algumas situações que podem ser um tiro no pé desse movimento

1ª situação: Ateus.

A pessoa tem todo direito do mundo em não acreditar que exista um grande jogador de The Sims controlando tudo que acontece no universo ou que cada peido que damos estava em nosso destino.
Mas seguidores de qualquer religião costumam ser bem rudes com quem duvida da existência de Papai do Céu.

Não seria isso um caso de intolerância religiosa?


2ª situação: Satanistas

Assim como alguns adoram Deus, outros adoram Satã, mas não podem se expressar publicamente pois são hostilizados e se você ousar mencionar o ensino do Satanismo em escolas é capaz de ser linchado.

Intolerância religiosa, não?


3ª situação: Pagãos

Há quem prefira seguir deuses nórdicos ou gregos e se denominam pagãos por algum motivo que desconheço, mas eles também tem seus direitos. Melhor pararmos de utilizar a palavra “Mitologia”, ou então chamar qualquer religião de “Mitologia”.

Direitos iguais, não?


Conclusão: É bom ficarmos atentos a partir de hoje e tentarmos ser menos esquentados com religiões alheias! As vezes aquele “Vá para o Diabo que te carregue!” pode ter a mesma intenção de um “Vá com Deus”.




Quinta-feira, Fevereiro 02, 2012

Carnavalesco Blog

Fevereiro está aí e vem chegando o Carnaval. Nada contra o Carnaval, visto que é um feriadão com mulheres passeando seminuas pela cidade. Como não gostar disso?
A trilha sonora não me agrada nem um pouco, mas isso eu tenho como resolver indo pra algum lugar onde não role samba ou simplesmente ficando em casa.  Geralmente acabo preferindo ficar em casa mesmo, maaaaas, vez ou outra tem um filme legal passando, daí preciso me deslocar pela cidade. Aí que está o problema.  A cidade fica um verdadeiro inferno, e você é obrigado a cruzar com certas coisas estúpidas, tipo o “Bloco das Piranhas”, por exemplo.
O "Bloco das Piranhas" - Quem não conhece alguém que já usou roupa de mulher? Pior, fica bancando a periguete chata ?  Ficar implicando com desconhecidos, fingindo que vai pegar nos "documentos" dos caras e sendo excessivamente escrachado é escroto. Fora que é meio estranho o cara ficar empolgado  pra se vestir de mulher.

Outro treco idiota é a desculpinha do "Que isso?! É Carnaval!" , usada pra qualquer atitude escrota comum nessa época. O cara passa a mão na mulher do outro e quando se vê prestes a levar uma porrada, dispara "Que isso?! É Carnaval!".

Tá com pressa pra comprar mais uma cerveja e quer furar a fila? "Que isso?! É Carnaval!"

4:00 horas da manhã, fazendo barulho no prédio, falando alto, batucando e enchendo o saco de quem quer dormir? "Que isso?! É Carnaval!"

E assim vai.



Quarta-feira, Janeiro 25, 2012

Olhos de lobo

Meus olhos dourados de lobo podem ver
Tudo que você esconde de mim
Nenhum segredo está a salvo.
Por direito eu declaro
Quando a vejo como minha presa
Lhe asseguro que não existe maneira de escapar de mim.
Morte é seu destino.
Nunca me desafie, a não ser que queira morrer
Uma precoce, e muito dolorosa morte;
Jamais confie no suave suspiro do vento
Pois é com ele que seu odor me é legado.
Quando ouvir o uivo do lobo, então é hora de se esconder.
Pois mesmo que consiga ocultar o medo
Meus olhos dourados de lobo podem ver seu coração.


Domingo, Janeiro 22, 2012

Lendário Blog

Era uma vez um pequeno país formado por cidades independentes chamado Grécia. Todos viviam felizes com suas togas coloridas, vinho, orgias, escravos e tudo de bom que a vida pode oferecer. Daí, em certa ocasião lá pros idos de 492 antes de Gzuis, um persa chamado Dario I, pai de Xerxes I (é, esse mesmo que você está pensando), decidiu invadir este país e tocar o zaralho pra depois ter livre acesso pra Europa.
 Bom, na verdade todo lugar que ele invadia ele acabava fazendo com que se desenvolvesse mais ainda, mas isso é mero detalhe, o que interessa é que ele ia acabar com as orgias, e isso era inaceitável. Enfim, Dario chegou conquistando logo de cara a Trácia e tornando a Macedônia um tipo de capacho comercial deles e, no ano seguinte, mandou embaixadores para todas as cidades gregas exigindo submissão completa. Todas aceitaram, exceto Atenas e This is Spaaartaaaaaaa!, que executaram os tais embaixadores persas. Dario ficou puto! Começou uma mega operação pra invadir a porra toda. Quem esses caras vestidos com togas multicoloridas e que curtiam trepar com garotinhos achavam que eram?
 Primeiro ele começou invadindo as ilhas. Moleza! Depois partiu para a área continental, chegando em Maratona, na rota para Atenas. Daí rola a lenda que um tal Fidípides, um arauto de Maratona, que picou a mula e correu de Maratona até This is Spaartaaaaa pra pedir ajuda pros espartanos fodões. E depois correu de novo até Maratona mas, lá chegando, tropas atenienses que por lá se encontravam já haviam despachado os persas de volta pra Pérsia, onde se encontrava o Príncipe da Pérsia (citação obrigatória de um jogo clássico), Xerxes I.
Fidípides comemorou? Porra nenhuma! Correu novamente, dessa vez até Atenas, que ficava a 42 km de distância dali pra anunciar a vitória. Lá chegando, começou a berrar “Nenikékamen!” que queria dizer que eles venceram a contenda. Depois de anunciar a vitória, caiu mortinho da silva. Porra, em 2 dias ele tinha corrido mais de 200km, sem ser atleta. Nada mal pra um típico grego beberrão.
Alguns séculos depois criaram uma prova de corrida com exatos 42 km e deram seu nome de Maratona, em homenagem ao lendário Fidípides.

Enquanto isso isso, na Pérsia, Dario I estava puto. Muito puto! Começava a arquitetar uma nova invasão, em escala infinitamente maior. Mas morreu de velhice, tadinho, ficando incumbido dessa missão o seu filho Xerxes I, que não se parecia com a Vera Verão.

Mas isso eu conto mais tarde.




Domingo, Janeiro 15, 2012

Jogo do copo


Quatro jovens resolveram fazer uma brincadeira um pouco fora do comum para sua idade. Um deles leu em uma revista de esoterismo como fazer o jogo do copo.
. Resolveram comprar um copo e começar a sessão. Esperaram seus pais saírem de casa para acenderem as velas na sala, colocar os papés com as letras, os números e as respostas SIM e NÃO e iniciar os trabalhos. Algumas rezas, piadas e movimentos dos garotos no copo, um deles resolve fazer as perguntas sérias:

- Tem alguém ai?

E o copo se movimenta para o sim

- Qual é o seu nome?

E o copo vai para a palavra não.

- Você é homem ou mulher?

O copo treme repentinas vezes e para. Os jovens começam a gostar da brincadeira:

- Você era careca?

Todos caem na gargalhada e o copo não sai do lugar.

- Como você morreu?

O copo volta a tremer mas não sai do lugar. Os rapazes insistem e a pergunta foi repetida três vezes, até que o jovem que perguntava pede uma prova da existência de um espírito na sala:

- Se há alguém nessa sala, dê um sinal.




Nesse momento o telefone toca repentinamente. Eram 22:00. Os jovens ficam assustados num primeiro instante, mas depois se acalmam e começam a dar risada da situação. Da coincidência do telefone tocar. Eles não atendem ao telefone e o mesmo para de tocar. Depois de um pouco de hesitação, decidem voltar a brincadeira.

De volta à mesa, o jovem repete a pergunta:

- Tem alguém ai? Dê-me uma prova que você está ai...

Novamente o telefone toca. As crianças ficam assustadas e deixam o copo cair. Estranhamente ele não se quebra e fica tremendo no chão, enquanto os ruídos incessantes do telefone ecoam por toda a casa. Os jovens criam coragem e resolvem atender ao telefone. Num lançe de desespero e impulsionado pelos amigos, o jovem pega o telefone e diz com uma voz tremula:

- Alô?

Silencio absoluto. Algumas gargalhadas dos garotos e mais uma tentativa:

- Alô? Alô? Tem alguém ai? Em tom de brincadeira

Mas, ao invés de silêncio, uma voz sai do fone:

- Essa é a prova

Todas os jovens saem correndo de casa, desesperados, pedindo a Deus por suas vidas e prometendo nunca mais brincar com os mortos.