sexta-feira, dezembro 30, 2011

Onívoro Blog

Vem crescendo atualmente o tal movimento Vegan. Mas o que seria esse treco? Até onde eu percebi é uma espécie de Vegetarianismo Taliban, visto que eram vegetarianos que se inconformavam com o uso de qualquer coisa que tenha origem animal e resolveram encher o saco de meio mundo pra que, além de deixarmos de comer carne, deixemos também de tomar leite, usar roupas de couro, etc..
Dizem eles que são contra a morte de qualquer ser vivo pra servir de alimento pra outro, aí me surgiu uma dúvida:

Vegetais sao seres vivos. Então, caralhos, como é que eles se alimentam de vegetais sem que os matem?

Essa dúvida me surgiu quando abri a geladeira dia desses e me deparei com uma cena que fez com que minha mente viajante viesse com essa dúvida exposta acima. A cena em questão era uma metade de cebola onde estava surgindo um broto. Bicho, seria o mesmo que uma picanha se reproduzindo dentro da geladeira! Aquela metade de cebola estava viva!!! Caramba, já imaginaram morder um hamburger e ele soltar um "Muuuu"???
Se uma alface tivesse boca, ela gritaria ao ser mordida! Imaginem uma salada gritando como se estivessem numa sala de tortura da Idade Média???

Poxa, muito mais desumano que matar para comer, é comer algo vivo!



Salvem as alfaces! Salvem as bertalhas! Salvem as rúculas!!!



quarta-feira, dezembro 28, 2011

Mítico Blog



As musas são entidades mitológicas, filhas de Zeus (deus dos céus e do trovão, manda-chuva do Olimpo) e Mnemosine, uma titânide (Os titãs eram deuses, mas perderam na porradaria com os olimpianos, que eram deuses mais jovens). Inspiram artistas, poetas, músicos, escritores e cientistas. Elas são Calliope, Musa da Eloquência; Clio, Musa da História; Erato, Musa da Poesia Lírica; Euterpe, Musa da Música; Melpomene, Musa da Tragédia; Polyhymnia, Musa da Música sacra;  Terpsichore, Musa da Dança; Thalia, Musa da Comédia e Urania, Musa da Astronomia. Seu coro sublime é conduzido por Apolo, que garante que elas executem tudo em harmonia perfeita e feliz. 


Só podemos assumir que ele estava de férias quando o funk, o rap e o pagode foram inventados.

sábado, novembro 26, 2011

Denunciante Blog




Cresce pelos guetos de Tapadosovsk a modalidade mais mortal do Jokempo (pedra, papel e tesoura), o Jokempo russo. Essa variação do esporte é obviamente baseada na já famosa "roleta russa", onde os participantes partilham um revólver com uma única bala no tambor, onde cada um dos participantes mira a arma para sua própria cabeça e o mais azarado morre.

No caso do Jokempo russo, os jogadores se degladiam portando os objetos que dão nome ao jogo. Quando alguém coloca pedra e o outro papel, por exemplo, o perdedor é obrigado a engolir papel até sufocar-se e morrer.

A brutalidade desse esporte preocupa as autoridades locais, que sem saber como explicar o sucesso absurdo dessa atividade entre os mafiosos e marginais, culpam o governo federal e a pouca inserção que ele tem nas periferias russas. Fato é que desde a queda da União Soviética, a máfia e os crimes relacionados a ela cresceram vertiginosamente.

O chefe da departamento de homicídios da cidade, Kosarosk Nabundin exclama: "Não sabemos como agir, não podemos caracterizar como homicídio doloso já que as vítimas, de certa forma consentiram o assassinato. Só podemos esperar pela legislação que define como crime o homicídio assistido."A lei russa não prevê casos como esse e está para ser votada no parlamento a emenda que adiciona esse adendo.

Cabe a polícia de Tapadosovsk apenas recolher os númerosos cadáveres enquanto esperam que o governo e o Serviço de Inteligencia Russo atuem para desbaratar a poderosa máfia russa, que controla essa atividade ilegal dentre outras.

sábado, setembro 24, 2011

Nostálgico Blog

24 de Setembro de 1991. O Nirvana, lançava o álbum "Nevermind", aquele do bebê nadando atrás de uma nota de dólar. Movido por uma certa nostalgia, vou na minha empoeirada coleção de CDs e o coloco no cd player. Nossa!, Viagem no tempo! Ouvi faixa por faixa, me empolgando cada vez mais, peguei alguns outros (tenho uns 20 mais ou menos do Nirvana, entre CDs oficiais e uns mais “alternativos”) e ouvi todos (claro que nem todas as músicas).

Fiquei lembrando de quando conheci o Nirvana. Foi em 90, uma época que eu tava me definindo musicalmente. Eu comecei ouvindo o saudoso Michael Jackson. Lembro que ouvia também Guns and Roses, mas não ligava muito para aquelas voz esganiçada do Axl, e um outro metal. Pois bem, um dia, ouvindo a Fluminense FM (a extinta Maldita, que ensaiou um retorno, mas se tornou rádio pop e hoje em dia é a rádio do Luciano Huck e do Miguel Falabella) e ouvi uma musica legal, "Love Buzz" era o nome da música, e o nome da banda era NIRVANA.

"Legal..." eu pensei, nome maneiro, mas aqueles acordes não saíam da minha cabeça. Fui procurando mais coisas sobre Nirvana, mas não encontrava. A única coisa que eu sabia sobre Nirvana é que era uma palavra que quer dizer mais ou menos “Iluminação”, ou “ extinção do sofrimento”. Pois bem, em 91 estava eu ouvindo a extinta Rádio Cidade, e começa uma música com uns acordes de baixo e logo após começa uma pancada sonora... caracas, vidrei naquela música. O nome dela? “Smells like teen spirit”. O nome da banda? NIRVANA. Não preciso dizer mais nada, Nirvana salvou minha alma do funk, pagode, axé, sertanejo e porcarias similares.

Daí foi muita coisa que aconteceu: fui no show do Nirvana, decorei todas as letras, usava camisetas do Nirvana, enfim, típico pirralhinho roqueiro. Mas com a diferença que naquela época nós pirralhos roqueiros agíamos como pirralhos roqueiros. Fico vendo hoje em dia coisas que eu acho muito estranhas. Pirralhos com camiseta do Nirvana em shoppings centers pulando naqueles fliperamas que vc tem que dançar em cima. Não digo isso só com camisetas do Nirvana, com qualquer uma camiseta de banda de rock. Antigamente tratávamos as camisetas como Mantos sagrados. E não estou exagerando.

Hoje você vê esses pirralhos com tênis de 400 reais, calças de outros 400 e camisetas de banda compradas em lojas da moda!

Diferente de hoje em dia, ouvir Nirvana era meio que uma forma de protesto. Ou de libertação. Pra quem não se lembra, o pessoal já tava meio cansado do marasmo do fim dos anos 80. Hoje em dia existem inúmeros festivais dos anos 80, mas a verdade é que quem viveu os anos 80 já estava de saco cheio deles. Só que no início dos anos 90, começa a surgir um movimento em Seattle chamado grunge, e meio que como carro abre-alas vinha o Nirvana, numa posição não aceita por eles, diga-se de passagem. O grunge se caracterizou por não ter aquele maldito virtuosismo dos anos 80, por ter letras que condiziam com a realidade dos fãs e, a sua melhor característica na minha opinião, pelo fato dos músicos se vestirem que nem gente, e não com couro, lurex e lycra. Não que o couro, lurex e lycra não tenham sua importância no rock, tem sim. Mas já estávamos de saco cheio disso. O grunge meio que deu um pouco de ar pro rock respirar, e que acabou fazendo com que ele voltasse com força total, seja qual for sua vertente. E por isso Nirvana é considerado uma das mais importantes bandas que já existiram. O visual lenhador não era pra lançar moda, e sim era a roupa que eles usavam no dia a dia, só isso. Uma coisa que me dá pena dos garotos de hoje em dia é o fato deles não poderem ter a exata noção do que foi o Nirvana. Eu sei como é isso, afinal eu curto Beatles, Elvis, Raul Seixas, Rolling Stones e Janis Joplin. Eu não vivi a Beatlemania, não vi Raulzito num palco. Apenas os conheci quando eles já eram lenda, e já conhecia a fama deles antes de conhecê-los. O mesmo acontece com estes garotos que, sendo fãs de Nirvana, não terão a chance de ver a banda fazendo sucesso, de aguardar o lançamento de um novo disco, de juntar uma grana pra ir no show dos caras e, num dia de abril de 94 ao assistir o Jornal Nacional receber a notícia de que seu ídolo deu um tiro na cabeça e se juntou às lendas do rock em algum grande show eterno.


Como diria Neil Young em "Hey, Hey, My my", e Cobain escreveu em sua carta de despedida:

It's better to burn out than to fade away

quarta-feira, setembro 21, 2011

Lendário blog

Há muito tempo atrás, longe pra caralho, vivia um pirralho que não estava completamente satisfeito consigo mesmo.
Era o começo do século 5 , e a terra foi o que hoje chamaríamos do sul da Índia , em Chennai . No entanto, naquela época a área era conhecida como Madras.

E o moleque da história não era um menino normal. Não mesmo.
Ele era um príncipe da família Chadili.

Um membro da classe Khsatriya , de guerreiros, o que significa que ele recebeu uma educação melhor do que a maioria outros catarrentos na sua idade. Dizer que ele tinha alguns privilégios seria quase um eufemismo. Ele foi educado tanto nas artes literárias como nas artes de combate, e a lenda diz que o menino gostava particularmente de praticar porradaria com a galera, e ele se tornou muito bom nisso depois de um certo tempo.

No entanto, embora tudo parecesse perfeito no mundo do pirralho, ser um príncipe da família Chadili significava que você não podia realmente fazer o que você queria. Com um título como esse você tinha que fazer algumas coisas que os rapazes não curtem fazer. Deveres, obrigações, tradições ...
Esta não foi a nossa vida menino queria viver.

Na verdade, ele era muito mal-humorado.

Aí ele começou a trabalhar em um plano. Um plano de como ele poderia escapar deste estilo de vida chato pra um mais emocionante. E depois de pensar nisso por um longo tempo, ele finalmente decidiu mudar de vida.
Como?

O plano era muito simples - ele decidiu mudar seu robe de leigo branca para o vestido preto de um monge. Soa bem idiota, né?

Abandonou a riqueza de sua família e bens e simplesmente desceu ao cais e foi a bordo de um navio que o levaria pra bem longe.
A viagem foi difícil, mas depois de muito tempo o navio finalmente chegou na  província chinesa de Ghangzhou.

Rapidinho o menino, que era agora um homem, ficou conhecido. Sua personalidade enigmática e conhecimento incrível fez com que as pessoas ao seu redor se perguntassem quem este monge estrangeiro realmente era. Mas ele não queria saber disso. Para ele, a sua vida passada não lhe dizia mais respeito. O que foi interessante foi ele conseguir mais pessoas que percebessem que eles também poderiam seguir o seu caminho de rejeitar o desnecessário. Em todos os lugares que ele olhava, ele viu pessoas que eram como ele tinha sido, e que acabavam se tornando no que ele se tornara.

Na verdade, o monginho tornou-se tão famoso que foi um dia convidado para a corte do Imperador Wu, fundador da dinastia Liang, no sul. Normalmente, esta teria sido uma grande honra para muitas pessoas, mas para o nosso monge não era. Ele já tinha experimentado a vida de uma realeza em sua antiga casa da Índia, e não poderia me importar menos.

O imperador ficou muito interessado nas idéias do monginho e muito ansioso para o encontro em sua corte, na atual Nanjing mas, segundo a lenda, tornou-se uma curta e estranha reunião.

Por quê?

Porque, em sua conferência o monginho apresentou um tipo de comportamento que o imperador simplesmente não estava acostumado. Na verdade ele estava bastante chateado com os modos do monginho.

O imperador perguntou: "Monginho, eu construí uma porrada de templos, publiquei trocentas escrituras e dei moral pra um monte de monges e freiras. Quão grande é o mérito em nessa parada toda que eu fiz? "

O monginho respondeu: "Não tem mérito nenhum, dotô."

Caralho! O imperador tinha ouvido muitas vezes mestres pica grossa falarem "Faça o bem, e você receberá o bem; fazer o mal e você receberá o mal." Mas agora este estrangeiro de merda na frente dele chega e fala que todos os seus esforços não tinham mérito nenhum. Que porra é essa?
A pergunta seguinte foi: "Qual raios é então a essência de tudo?"
E o monginho disse: "Porra nenhuma. É um puta vazio e sem essência!"
O imperador ficou bolado, pois o monginho tinha dito, basicamente, que as escrituras sagradas estavam erradas. Ou seja, pra não matar o monge, ele o baniu de seu reino. Daí o monginho resolveu viajar pro norte.

O cabra cruzou então montanhas, vales, rios, incluindo o Yangtze, e chegou em um lugar que ele achou maneiro: O templo da pequena floresta ou, como seus moradores o chamavam, Shaolin Si (少林寺).


Os outros monges no templo imediatamente o acolheram na família. Este era o lugar onde o monginho ia passar o resto de seus dias, tentando iluminar a galera através do que se tinha tornado sua marca principal: Paradoxos, enigmas e provocação para quebrar a rigidez intelectual.
Ah, ele tinha outra parada também: Chá. Muito chá. Ele fazia os monges beberem chá durante a meditação, pra "aguçar a mente". Estas paradas combinadas fizeram com que ele meio que virasse um popstar da meditação, e começou a ter muitos discípulos.
Ou seja, ele estava satisfeito né? Porra nenhuma! Uma coisa estava incomodando o monginho: Seus discípulos eram fraquinhos e frágeis, tipo um fã de Crepúsculo. Galera mais metida a fodona tirava onda com eles, batiam neles. Não era legal, todo mundo tava rindo dos seus discípulos.
O monginho acreditava na idéia de que a excelência espiritual, intelectual e física são um necessárias para a iluminação, então ele tinha que fazer algo sobre isso.
Como já sabemos, ele tinha praticado porradaria sistematizada da sua terra natal desde a infância. Ele decidiu fortalecer seus companheiros monges e discípulos, ensinando-lhes um conjunto de movimentos, que ele criou a partir da porradaria que ele treinava, um tal de "varmakkalai ".
O programa de exercícios desenvolvidos por nosso monge favorito foi um sucesso.Seus amigos monges e discípulos mudaram.
Estes exercícios seriam chamados "As 18 Mãos de Buda" (Shi Pa Lou Han em chinês). Eram exercícios respiratórios, exercícios de alongamento, exercícios de fortalecimento, bem como a porradaria em si. Era uma combinação muito boa.
De fracos para, não fortões exatamente, mas definitivamente sarados.

Mas algo ainda não tava legal. O monginho andou tão ocupado nestes últimos anos que ele tinha esquecido de si mesmo! Ele tinha ajudado uma galera em suas jornadas espirituais, mas e ele mesmo? Chegou até a ter uma doença que chamamos de Mal de Graves, que te deixa com os olhos esbugalhados. Sua barba estava gigantesca e desgrenhada.
Ele decidiu que algo drástico tinha que ser feito.
Assim, ele deixou o templo Shaolin e rumou para Monte Song , não muito distante, onde ele sabia que tinha uma caverna. Aquela caverna se tornaria sua nova casa, onde ele ficaria um bom tempo sem fazer porra nenhuma além de meditar. Claro, comia, cagava, dormia... mas passava todo o restante do tempo meditando de cara pra parede. 9 anos fazendo essa porra.
Só isso, mais nada. Sentava de frente pra parede e meditava.Junte a isso o chá e os exercícios e o homem não precisava de mais nada. Segundo algumas versões ele morreu na caverna, mas outras versões, como bem explicou o Monge Getúlio, ele foi envenenado por aqueles que não curtiam seus ensinamentos e estavam perdendo discípulos.

Seu nome era Bodhidharma. Também conhecido como Daruma em japonês. Ou Ta Mo em chinês.

FIM.


Então, como você provavelmente já percebeu, esta história era sobre a vida de Bodhidharma, fundador do Zen Budismo.
Normalmente eu não gostaria de escrever sobre religião mas ainda assim eu escrevi sobre o menino que cresceu para espalhar Zen Budismo.
Por quê?
É muito simples.
Os exercícios que ele ensinou no templo Shaolin eram, segundo alguns pesquisadores, a base do Shaolin kung fu, que poderia ter existido ou não. Quem nunca ouviu falar do templo Shaolin? E a possível ligação com o Karate é óbvia demais até mesmo para explicar (Shorin é a pronúncia japonesa de Shaolin).
Em tese, não fosse por ele, talvez não houvesse qualquer Judo ou Jujutsu. Vai saber, lendas são drásticas também! Muitas delas falam de Chingempin, que foi pro da China pro Japão após a queda da dinastia Ming, onde ensinou porradaria juntamente com o Zen Budismo.
E ele não foi o único. Muitos outros monges iam para o Japão depois, espalhando a mensagem de Bodhidharma, influenciando fortemente Budo japonês. A classe samurai até fez do Zen seu modo de vida.
Bodhidharma e seus ensinamentos Zen tiveram um grande impacto em vários artistas marciais, que variam de Musashi a Jigoro Kano. Eu duvido seriamente que você pode citar um influente Budoka do Japão, China, Coréia e afins que não foi afetado pelos ensinamentos de Bodhidharma, de uma forma ou de outra.
Mas devo avisá-lo: Antes de sair falando sobre Bodhidharma e sua história de vida à sua esposa, marido, namorada, namorado, cachorro, crianças, colega de trabalho, cabeleireiro ou peguete, por favor, seja crítico para com o que escrevi. O problema é que algumas pessoas concordam com uma versão, algumas com outro. Por exemplo, há fortes evidências de que Daruma era originalmente de Irã. Alguns especialistas chegam a dizer Pérsia. Enquanto outros historiadores dizem que ele nunca existiu. Eu mesmo não levo muita fé na existência dele, mas adoro a lenda.




quarta-feira, agosto 24, 2011

Minoritário Blog


Existe no Brasil e no mundo um imenso mimimi sobre as adaptações que deveriam ser feitas na sociedade e em locais públicos para facilitar a vida de usuários e/ou contribuintes que pertencem às tão faladas minorias. Quem seriam os integrantes dessas minorias? No Brasil seriam os anões, obesos, deficientes físicos, negros ( minoria?), homossexuais, orientais, pessoas de baixa renda ( minoria??), etc... Bem, essas mudanças não necessariamente são feitas à favor das minorias, vide o caso dos fumantes que ficam cada vez mais relegados à um cantinho ( literalmente) nos shoppings, restaurantes e escritórios, mas o fato é que essas mudanças ocorrem e favorecem algum segmento da sociedade. Vejamos os exemplos:

- Cadeiras mais largas para os obesos
- Telefones mais baixos para os anões
- Semáforos sonoros para os cegos
- Cotas para negros e pessoas de baixa renda
- Closed Caption para surdos
- Calçadas mais baixas e assentos sanitários adaptados aos deficientes físicos

Mas, existe uma minoria na sociedade que nunca é lembrada e, quando um de seus membros diz que a sociedade não é adaptada para eles, as pessoas dizem que eles não tem do que reclamar. Quem são os incompreendidos membros da sociedade que fazem parte desta minoria não reconhecida? São os altos. Sim, caros 4 leitores, eu faço parte desta minoria incompreendida por esta sociedade de baixa estatura. Todos desta sociedade baixinha acham que não temos problemas pelo fato de não precisarmos de escada para trocar uma lâmpada mas, por baixo desta alta estatura que possuímos, existem corações amargurados pelo descaso da sociedade verticalmente prejudicada. E quais os problemas que nós, altos, temos que passar no nosso cotidiano num mundo feito para atender as necessidades da sociedade pintora de rodapé? Veja abaixo como nós, altos, sofremos neste mundo nanico:
- Termos de, ou sentar no fundo da sala de aula, ou abaixar a cabeça pra que outros enxerguem o quadro negro.
- Colocar o banco do motorista todo para trás para podermos dirigir.
- Chuveiros baixos
- Encontrar calças adequadas
- Bater a cabeça no ferro do ônibus ou levar um tapa na cabeça quando algum baixinho vai segurar o ferro do ônibus
- Ter de pagar passagem de avião de classe executiva, no mínimo, se quiser chegar ao destino com seus joelhos intactos.
- Abaixar a cabeça no cinema pro nanico que está sentado no banco de trás possa assistir o filme.
- Dar cabeçada em ovos de Páscoa.
- Dormir com os pés pra fora da cama
- Se abaixar pra aparecer em foto junto com pigmeus.
- Aturar cidadãos de Lilliput dizendo que você deveria jogar basquete.
- Ir em feiras livres e perceber que as barracas são feitas pra que salva-vidas de aquário não batam com a cabeça.
- Toldos de lojas gerenciadas por guarda-costas de Playmobil.





Perceberam as dificuldades que nós, altos, passamos no nosso dia a dia? Não são poucas as provações que esta sociedade maquinista de Ferrorama nos impõe! Nós, altos, deveríamos fundar uma ONG em defesa dos nossos direitos, visto que pagamos tantos impostos quanto qualquer cidadão.
Vamos deixar a sociedade brasileira num nível mais alto!!!!

quarta-feira, agosto 17, 2011

Poeteiro blog



Seus seios me tornam um escultor

Ao tirar suas roupas esta manhã, mais uma vez

Botões, zíper...

Observá-la tomar o café da manhã, nua

Suas mãos, a caneca, seus lábios

Seus seios a suspirar

Eles alimentam os gulosos bebês que são meus olhos

Famintos

Seus seios não são mármore

Eles respiram lentamente

Como água ondulando

Seus seios nunca são esmagados ao fazer amor

Eles se acomodam em minhas mãos, como se elas fossem um ninho

Poético blog

Uma das minhas favoritas

"A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.

E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,

entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos."


Carlos Drummond de Andrade



Dá o que pensar, não?

sábado, agosto 13, 2011

Inerte Blog

Ando me sentindo meio estranho faz algum tempo, mas é meio difícil explicar. Porém, lembrei de algo que eu li em um livro que eu adoro.
Eiji Yoshikawa escreveu isso em sua maior obra " Musashi", no volume II, livro VII " A harmonia final", pág 1654 da edição em Português:

"A angústia dos que são acometidos pelo mal da inércia só pode compreender quem já a experimentou alguma vez. Ócio é algo com que todo ser humano sonha. O mal da inércia, entretanto, fica longe da agradável sensação de descando e paz que o ócio proporciona: quem por ele é acometido não consegue agir, por mais que se empenhe. Mente amortecida e visão embaçada, o enfermo debate na poça do próprio sangue. Está doente, mas o corpo não apresenta alterações. Batendo a cabeça na parede, sem conseguir recuar ou progredir, preso num vácuo imobilizante, a pessoa sente-se perdida, duvida de sim mesma, despreza-se, e por fim chora."





Não chega a ser tãaaaaaaaaaaao drático assim, mas empacar realmente me deixa pra baixo. E não sou do tipo que curte ficar na Zona de Conforto, então vou catar algum desafio, pois geralmente quando tô sob pressão é que consigo fazer as coisas darem certo.

sábado, agosto 06, 2011

Anti pop-up blog

Todos os que estão lendo este texto com certeza conhecem os malditos pop-ups que qualquer criatura que navegue na internet odeia, não é? Pois é, eu também detesto essas malditas janelas que surgem na sua frente e que te fazem odiar a empresa que as coloca, o que é justamente o contrário da intenção de quem os colocou ali, certo? Pois é, mas quem disse que só as pessoas que utilizam internet é que odeiam os pop-ups? Eu digo que qualquer um que ande por alguma grande cidade odeia os pop-ups, mesmo que nunca tenha utilizado um computador na vida. Quem é que nunca foi abordado por algum panfleteiro com aqueles papéis de "Compro ouro", "Crédito ilimitado" ou "xerox 10 centavos"?



Certa vez eu, ao passar pela rua Uruguaiana no centro do Rio resolvi pegar todos os papéis que me entregassem e contabilizei no final mais ou menos 12 panfletos de "Compro ouro", 11 de "Crédito ilimitado" e uns 20 de "Relax à 10 reais". Ah, por "Relax" entenda "chupada", "boquete", "felação", "felatio", "bolagato" e/ou similares. Mas esses malditos pop-ups da vida real estavam limitados à pequenas empresas cuja única forma de propaganda era esta, até mesmo pelo fato de não ser necessário uma propaganda maior mas, de uns tempos pra cá as coisas começaram a mudar. Empresas grandes como uma certa loja de departamentos e um grande banco começaram a utilizar esse maldita forma de propaganda, contratando as maiores malas sem alça que existem, tornando esse maldito pop-up quase um spam!Exemplo bom mesmo são as lojas de departamento como a C&A, Leader, Renner,Lojas Americanas. Cada uma delas com seus respectivos malas-de-papel-crepom-sem-alça-e-sem-rodinha-na-chuva perguntando: Já tem nosso cartão senhor?Precisa de dinheiro rápido senhor? Quer conhecer uma oportunidade única senhor? E por vai...

Tenho pena mesmo das senhoras e senhores que são abordados por esses malas, pop-ups ambulantes oferecendo empréstimos rápidos com desconto em folha. Ao meu ver esse tipo de abordagem irrita e não funciona como uma boa jogada de marketing. Mas, podem render boas risadas! Experimente perguntar pra qualquer um deles se os juros cobrados são simples ou compostos. A cara que eles fazem ao ouvir a pergunta já vale pra te deixar de bom-humor o resto do dia.

quarta-feira, julho 13, 2011

Roqueiro Blog

Não, este texto não é de minha autoria. Aliás, gostaria de saber quem é o autor.


Árvore Genealógica do Metal e do Rock


Vovô e Vovó Blues Um casal velhinho, de pele escura, tendo os dois uma voz bem grave. Muito simpáticos e sorridentes, adoram dançar, ou "balançar o esqueleto", como preferem dizer. Já tiveram suas brigas com a Dona Música Clássica, e sempre foram amigos do senhor Jazz (especialmente a Sra. Blues), um outro velhinho, ex-acrobata de um circo local. Tiveram quatro filhos: Rockabilly, Rock Pop, Rock Progressivo e Hard Rock.

Rockabilly: O irmão mais velho. Outro que é apaixonado por dançar. Antigamente, andou muito com o segundo mais velho, o Rock Pop. Adora topetes, calças boca-de-sino, óculos escuros coloridos, brilhantina e coisas bregas em geral. Fez muito sucesso com a mulherada na juventude, mas agora é um velho gordo.

Rock Pop: Adora andar na moda, mas não tem uma opinião fixa. Já andou com todos os outros irmãos, menos com o Progressivo. Sabe-se que ele ganha muito bem, e quem anda com ele também, e que ele é louco por dinheiro, se vende por qualquer coisa. Dizem que ele gosta de enganar as pessoas às vezes, dizendo que uma coisa é boa quando não é, mas não se sabe.

Rock Progressivo: Carinhosamente apelidado de Prog, ele é um caso a parte. Correm boatos de que ele é filho de um caso da Sra. Blues com o Sr. Jazz, o que ficou ainda mais sério quando ele começou a fazer acrobacias. Muito exibicionista, adora mostrar as loucuras que consegue fazer, apesar de que, de vez em quando, as pessoas se irritam por que ele fica muito tempo fazendo, ou faz coisas chatas, só por que é difícil. Mas é um cara muito legal, quando pára com o exibicionismo puro.

Hard Rock: Meio revoltado, meio dançante. Quanto a esse, não restam dúvidas que veio dos Blues. Ele também AMA penduricalhos, bandanas, lenços, maquiagem, cabelos bufantes e vive fazendo poses meio homossexuais, mas não é gay. Um pouco esquentadinho também. Conta-se que na adolescência usou e abusou das drogas e era meio ninfomaníaco. Casou-se e teve dois filhos: o pródigo Heavy Metal e o caçula Punk Rock.


Punk Rock: Muito revoltado, e muito relaxado também. Tentou ser igual ao pai, mas não conseguiu e se frustrou, vindo daí sua revolta. É muito fraquinho, raquítico. Não se importa com nada, mas vive falando de igualdade, vive defendendo ideais comunistas. Bebe mais que carro a gasolina com o tanque furado. O casa dele é uma bagunça, principalmente a COZINHA, que é muito tosca, tudo meia-boca. Teve dois filhos com a namorada, chamados de Hard Core e Grunge. Acha que um dia vai mudar a sociedade.

Hardcore: Menino meio maluco, vive correndo pela casa, não pára de correr. É um pouco mais organizado na cozinha do que o pai, mas também é fraquinho. É surfista e skatista também. Quando está meio Emotivo, passa o tempo todo reclamando da namorada que corneia ele todo dia.

Grunge: Ele é meio tristonho.Vive reclamando da vida. Está na puberdade, por isso sua voz dá umas desafinadas às vezes. Ele costuma agir de maneira suicida.


Heavy Metal: Ele é muito forte e bem pesado. Bebe ainda mais que o Punk. Gosta de falar de mitologia nórdica e ocultismo, mas é bem cabeça aberta, dá para falar com ele de tudo: política, amor, humor, da vida... Reza a lenda que ele tem pacto com o diabo, mas isso é mentira. Adora roupas de couro e spikes. Dizem que ele é o que o Punk sempre quis ser. Tem uma voz grave, mas quando grita fica um pouco agudo. Tem fama de malvado, mas não é... Só quando está de mau-humor. Quando está de bom humor pode ser o cara mais engraçado do mundo. Gosta de cabelos compridos e de exibir os músculos às vezes. Não gosta muito de ir à Igreja. Acho que é daí que vem sua fama de anticristo... Ainda mais quando ele começa a tirar sarro da cara dos sacristões, e eles levam a sério! Gosta de andar de motocicleta, e é mecânico. Tem uma Harley Davidson. Teve vários filhos: Thrash, Melódico, Prog Metal, Death, Black, White, Doom, Gothic, que são muito unidos (com exceção do Black e do White, que nunca se entenderam) que vivem fazendo trabalhos em cooperação.

Thrash: Mais ágil que o pai, trabalha de ajudante de pedreiro, sendo mais forte. Um pouco violento de vez em quando, mas também é muito engraçado quando quer. Quando era pequeno engoliu uma escova de cabelo e desde então sua voz nunca mais foi a mesma.

Melódico: Costumava freqüentar a casa da Sra. Música Clássica quando era menor. É ator de teatro, fascinado por J.R.R. Tolkien e coisas medievais. É muito feliz, especialmente quando fala. Tanto que seu maior problema é que ele costuma se empolgar, e, por ter uma voz aguda, fica irritante escuta-lo. Adora coisas muito enfeitadas. Quer dar um presente pra ele? Compre um livro de fantasia com uma capa de veludo e com um marca-páginas bem grande, com gravuras da pintura barroca, bem detalhados.

Prog Metal: Costumava andar com o tio Prog, e aprendeu muitas manobras e acrobacias, e espera ser artista de circo também, mas não consegue fazer tudo por que é mais gordo, mais pesado, e tem o mesmo problema com exibicionismo.

Os irmãos Death e Black: Figuraças. Sabe os irmãos caverna? São iguaizinhos. São tão parecidos, que só dá pra distinguir quando o Black está de maquiagem, ou quando está mais enfeitado. Ninguém entende muito o que eles falam. Acredita-se que tenham uma linguagem própria. Mas sabe-se que quando o Black abre a boca é pra mandar Deus pr'aquele lugar, e dizer que o Diabo é o senhor dele. Trabalha com confecção de velas. O Death é meio estranho, trabalha de legista. Das vezes que se entendeu o que ele disse, ele só falava de como as pessoas morriam. Acho que o emprego dele o deixou meio neurótico. Gostam muito do Thrash. O Death costuma falar com o White às vezes, mas o Black nem chega perto. São muito violentos e estouradinhos. O Black é muito frio também, não tem pena de ninguém, e vive mutilando animais.

White: Indo na contra-mão do pai, é extremamente religioso. Detesta o Black, mas consegue conversar com o Death, e eles até trabalham juntos de vez em quando. Na Igreja do White, é claro. Seu único problema é que, para tentar parecer mais cristão, esquece que nasceu em uma família de peso, fazendo jejuns muito grandes e ficando muito leve.

Doom e Gothic: Outros muito parecidos. Só dá pra perceber a diferença por que o Gothic é mais calminho e vive bem equipado com coisas eletrônicas, enquanto o Doom às vezes lembra o Death, em alguns traços. Vivem reclamando da vida, falando de como sofrem... De como a vida é um inferno... Parecem um pouco com o Grunge quando começam a falar, mas diga isso pra eles e veja o que sobra de você! O Gothic gosta de coisas eletrônicas e trabalha consertando equipamentos e tem um timbre de voz ultra grave, mas só fala sussurrando. O Doom trabalha de coveiro.

Ah! Existem dois caras aí dizendo que pertencem à essa família, mas todo mundo sabe que eles só querem ter o sobrenome Metal/Rock/Core por dinheiro. Um é tão porco que às vezes lembra o Punk, é mais desafinado que o Grunge, e só é pesadão, mas não se alimenta bem, vive de porcaria. Conhecido como New Metal. Para se ter uma idéia, ele anda com um carinha muito chato chamado Hip-Hop!
O outro é o Emo. Menino esquisito, adora usar franja e maquiagem, chora por qualquer motivo e sofre de uma certa tendência baitolística.

domingo, maio 15, 2011

Reclamão Blog

Tudo bem, sei que sou reclamão e mal-humorado mas, cacete, eu TENHO que reclamar de certas coisas na Baixada Fluminense.
Não, não é um lugar bizarro e isolado. Historicamente muito importante, é também uma das regiões mais populosas, só perdendo para a Capital, ficando à frente dos "papa-goiabas" do "outro lado da poça".
Populosa e com cidades grandes, com quase tudo que se encontra nos grandes centros urbanos, desde bons hospitais, shopping centers, boas escolas e faculdades, ótimos centros comerciais e por aí vai. Falam dos problemas com violência e infra-estrutura de alguns bairros, mas, raios, estamos no Brasil. Mesmo na capital paulista,a dita "Locomotiva do Brasil" (O que poderia explicar o fato do país estar indo devagar...), existem tais problemas.
O que me irrita na Baixada Fluminense, na verdade, é a mentalidade. Pombas, é complicado lidar com certas coisas lá. Certas coisas ainda são meio "acaipiradas", acho que não querem mudar tal mentalidade, sei lá. Um exemplo disso são os terminais rodoviários. Em basicamente todos a trilha sonora se resume a Callypso, música evangélica e Forró. Basicamente todas as lojas nesses termiais rodoviários se resumem a lojas de discos e artigos evangélicos (Nao me perguntem o que são artigos evangélicos, mas já vi action figures de personagens da Bíblia).
Outro grave problema é a tal "pressa" que acomete a baixada. Tudo bem que nos grandes centros o povo espera dar uma brecha razoável no trânsito de vias bem movimentadas pra um ou outro atravessarem correndo que nem doidos. Mas na Baixada não, basta dar um espaço mínimo pra uma multidão atravessar, e os motoristas que esperem.
Na baixada existem ótimos shopping-centers, como eu disse antes. Mas, caramba, eles devem ter algum problema com as praças de alimentação, sei lá. Fui em um certa vez em que era complicado transitar pela pela tal praça, visto que as cadeiras eram MUITO próximas umas das outras. E não, não eram soltas, eram fixas e somente giratórias. Fora a louça. Essa parte sim me deixa MUITO irritado. Eu mesmo moro num lugar meio ruim, mas, caramba, restaurantes aqui uilizam pratos de louça e talheres de metal. Nos piores shoppings da capital, os restaurantes de comida à kilo utilizam pratos de louça e talheres de metal, mesmo que você vá comer na praça de alimentação, e não dentro do restaurante. Mas, lá não. Da última vez que fui, e isso tem menos de um mês, os restaurantes só dispunham de pratos de isopor e talheres de plástico. Porra, só em churrasquinho eu uso isso, caramba, não em um shopping center onde eu estou pagando pela comida.
Ah, sim, outra coisa que notei foi que somente lá eu vi em vitrines de joalheria aquelas pulseironas e correntes de aros grossos, tipo as usadas por bicheiros. MÓ VIAGEM!
Mas essa mentalidade meio antiquada me rendeu algumas vantagens. Só assim pra eu achar um professor de karate que ensina como se ensinava antigamente, o que me faz estar na Baixada 3 vezes por semana.

domingo, março 06, 2011

Saramáguico Blog

"Entre o home, com a sua razão, e os animais, com o seu instinto, quem, afinal, estará mais bem dotado para o governo da vida? Se os cães tivessem inventado um deus, brigariam por diferenças de opinião quanto ao nome a dar-lhe, Perdigueiro fosse, ou Lobo-d'Alsácia? E, no caso de estarem de acordo quanto ao apelativo, andariam, gerações após gerações, a morder-se mutuamente por causa da forma das orelhas ou do tufado da cauda do seu canino deus?"



Prefácio de "In Nomine Dei", de José Saramago.