domingo, dezembro 23, 2012

Natalino Blog

Então, é Natal. Época de paz, confraternização, respeito, religiosidade, harmonia, solidariedade e muitas outras palavras bonitas. Resumindo, é epóca de hipocrisia.
Não, eu não sou contra o Natal e não, não sou contra as pessoas serem pacíficas, fraternais, respeitosas, religiosas, harmônicas, solidárias e outros adjetivos bonitos. Mas seria interessante se fossem assim o ano todo.
Mas o meu problema com Natal é outro. Meu problema com o Natal se resume simplesmente à atmosfera natalina. Minha dúvida é: Todo maldito lugar tem que ficar tocando música natalina????
Porra, eu juro que não aguento mais musiquinha de harpa, "Jingle bells" em ritmo de gospel music, Simone cantando música natalina, malditos brinquedinhos chineses tocando a mesma música em todos os camelôs... além da decoração. Juro que não aguento ver mais pinheiros, sininhos e guirlandas. Aliás, pra quem é alto esse problema fica ainda pior, pois toda hora damos uma cabeçada em alguma guirlanda. Aliás, uma dúvida queme persegue desde a infância: Qual a razão de fazermos decoração com pinheiros cheios de neve? Pnheiro não é uma árvore muito comum aqui, neve muito menos. O que dizer então do papai Noel com aquela roupa pesada.
Aliás, falando no papai Noel, imagino a confusão que não dá na cabeça das crianças ver o bom velhinho em tantos lugares ao mesmo tempo. Ontem, ao andar pelas imediações da praça Saens Peña me deparei com o bom velhinho na entrada de uma farmácia, bem debaixo do ar-condicionado, sentado numa cadeira e tirando fotos com crianças. Logo depois, ao entrar numa galeria, lá estava outro bom vehinho, sentado com um ventilador ao seu lado, também tirando fotos com crianças. E a galeria é do lado da farmácia. Ele estava lá fora e agora está aqui??? Como assim, mamãe???

Assim surgem os esquizofrênicos.

ps: Boas festas para todos!!! :p





segunda-feira, julho 23, 2012

Religioso Blog


O Peitismo prega que todos os seres humanos nascem já com uma necessidade básica: Mamar. Por isso somos mamíferos, pois fomos criados pelos Santos Seios para louvá-los e adorá-los.
Os Santos seios criaram tudo e todos. Basta ver que moramos na Via Láctea, que pingou dos Santos Seios. No Princípio tudo era liso, e os Santos Seios surgiram e criaram tudo que era palpável. Porém, ainda estávamos na Escuridão, e os Santos Seios nos iluminaram com seus Santos Faróis Acesos.
Cremos que todos, sem exceção, nascem crendo nos Santos Seios, mesmo os gays, pois também sentem a necessidade de adorá-los quando bebês, mas com o tempo alguns homens e mulheres deixam de admirá-los, desviando-se da Razão.
Nossa religião é a religião que a todos abrange, por isso é a religião original do ser humano e mamíferos em geral. Veja o exemplo de Roma: O que diz a lenda? Que foi fundada por Rômulo, e Rômulo havia sido amamentado por uma loba. Olha aí a influência Peitista! Maçonaria perde lindamente para nós.
Nosso objeto de adoração são os Decotes e o Topless, onde os Santos Seios se mostram para nós, reles mortais. Louvadas sejam as mulheres com grandes mamas, pois os Santos Seios as abençoaram como sacerdotisas Peitistas.
Irmãos, é por isso que o Peitismo é a religião do amor, ela abrange a tudo e a todos.
Mamém, irmãos!!


sábado, julho 07, 2012

Nipônico Blog



 Hoje, no Japão (Ou em qualquer lugar que tenha uma colônia japonesa), se comemora o Tanabata. Vem de uma lenda que diz que há muito tempo, morava próximo da Via Láctea (ó o Peitismo presente) uma princesa chamada Orihime a "Princesa Tecelã". Pq raios uma princesa era tecelã, não se sabe, vai ver era hobby.

Certo dia o pai dela, o  "Senhor Celestial", fez uma festa reunindo a galera pra ver se achava um marido pra mina, onde apareceram príncipes, nobres, samurais, gente com grana em geral mas a mina acabou se apaixonando por, Kengyu o "Pastor do Gado". O pai da mina viu que ele era um cabra trabalhador e honesto e,acreditando que este fosse o par ideal para ela, deixou que se casassem.

Os dois se apaixonaram pra valer. A partir de então, a vida de ambos girava apenas em torno do belo romance, ou seja, vuco-vuco direto, deixando de lado suas tarefas e obrigações diárias. Tipo, o gado tava deixando de ser tratado e a galera ficando peladona pq a princesa não tava mais tecendo roupa.

Puto com a falta de responsabilidade do casal, o pai da mina decidiu separar os dois, obrigando-os a morar em lados opostos da Via Láctea.

A separação trouxe muito sofrimento e tristeza para Orihime. Sentindo que sua filha tava na merda, seu pai resolveu permitir que o jovem casal se encontrasse, porém somente uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, desde que cumprissem sua ordem de atender todos os pedidos vindos da Terra nesta data. Nesse dia, um corvão (um corvo grande pra caralho, raios), ou um arco-íris, vai depender da versão, surge e faz a ligação entre um ponto e outro da via láctea.



domingo, maio 06, 2012

"Cheio de Ki" blog





Você tem dificuldade em entender como funciona um moinho de vento? Ou como água vira vapor? Ou porque algo queima quando fica muito quente?
Você pode até não saber aquelas fórmulas e cálculos da aula de física, mas sabe mais ou menos como o trem funciona e o que há de comum neles todos, não?
Pois é, energia.
Então, por que raios mistificar a palavra japonesa “Ki”? Pois é basicamente o que ela significa.
Nós ocidentais costumamos ter certa dificuldade pra entender termos japoneses (orientais em geral na verdade) e, a maneira japonesa de se expressar acaba dificultando o nosso entendimento também. No caso do “Ki”, levamos o troço pra um nível esotérico, místico e imaginamos ser uma energia interna que nos faz soltar Hadoukens, ou algo como a Força em “Star Wars”. Nos parece um termo que só é utilizado por algum coroa igual ao Pai Mei, isolado em alguma montanha no lugar mais isolado, mas na verdade é um termo bem comum.
Por exemplo: 磁気 (JIKI) , nos remete ao magnetismo. 電気 (Denki), nada mais é que a nossa boa e velha eletricidade.  Também pode ser utilizado como um cumprimento, do tipo : おげんきですか? (Ogenki desuka?), traduzido como “Você está bem?”, mas que literalmente é algo como “Sua energia está equilibrada?”.
“Ah, olha aí dizendo que a energia está equilibrada! Certeza que tem algo a ver com a força mística que todos nós temos!!!”
Isso se você ignorar completamente o que são expressões idiomáticas e o que raios significa o kanji KI.



Forçando muito a barra (lembre-se que o nosso alfabeto também é bem idiota pra eles), esse kanji é um desenho de arroz em uma panela liberando vapor. Ou seja, ENERGIA, no caso, termal. Pensando um pouco mais abertamente, a energia liberada pelo alimento dentro do corpo, por exemplo. Ou seja, nada de místico, esotérico ou afins. Pode até ter havido no passado essa conotação, afinal, não se conhecia o conceito de energia. Até aí, nós ocidentais tínhamos a Teoria Humoral.
Como eu disse antes, nós ocidentais temos essa mania de mistificar termos orientais. Por exemplo, racha-se a cabeça pra entender o que é deai, maai e aiki. Parece coisa que só alguém como o Pai Mei entenderia. No fim das contas são, respectivamente timming, noção de distância e adaptação ao momentum.
Ou seja, não há nada de complicado no tal do Ki. É simplesmente energia. “Ah, mas meu mestre oriental nunca soube explicar direito o que é Ki”. Raios, você sabe explicar direitinho o que é energia? É bem por aí.



sexta-feira, abril 13, 2012

Desavergonhado blog

Por que é socialmente aceitável ser visto com roupa de banho, mas não com roupa de baixo?

Por que é aceitável que índios apareçam nus na TV, mas não um branco, um negro ou asiático?

Se alguns religiosos dizem que o homem foi feito à imagem e semelhança de um deus, por que esses mesmo religiosos são contra a nudez, sendo contra a imagem deste mesmo deus?


De onde surgiu o tal “tabu da nudez”? Em que momento o ser humano começou a ter vergonha de si mesmo e passou a utilizar as roupas para algo além de se proteger do frio, do sol, de picaduras de insetos e similares? Sim, as roupas também tinham, e tem, o poder de ser um belo ornamento. Mas o que isso tem a ver com a dita “moral”?
Não devia ser tabu, visto que todos nós nascemos nus,as mulheres com umas características e os homens com outras. Se fomos feitos assim, por que tornar uma coisa que pode ser tão bonita num tabu ?
Apreciar o corpo humano nu é aceitável na arte, mas visto como algo sujo por algumas pessoas caso seja em uma revista de nudez erótica.
Em muitas tribos indígenas se vivem nu, não vivem pensando o tempo todo em sacanagens nem nessa coisa chamada pecado ou tabu. Já estive em praias como Abricó e descobri que somos muito mais felizes quando gostamos de nós mesmos e não do que os outros vão achar de nós, do nosso corpo ou da nossa roupa.

Já observou o quanto você economizaria se não tivesse que comprar uma porção de roupas que só vão lhe interessar uma única vez?


quinta-feira, abril 05, 2012

Auto-plagiador marcial blog

Chega um momento na vida em que resolvemos fazer uma atividade física, seja por lazer, terapia ou mesmo pra perder uns litros de banha, e começa então a difícil tarefa de escolher a atividade. Pode ser algo para o qual as circunstâncias nos levam, como a Fran e a corrida, pode ser algo que você realmente goste, como minha esposa e a dança, ou pode ser por mera curiosidade, como eu e as artes marciais.

Everybody was kung fu fighting
Quando resolvi treinar eu não imaginava a quantidade de estilos disponíveis por aí. Judô, jiu jitsu, karate, kung fu, boxe, taekwondo, aikido... As possibilidades são infinitas. Primeiro passo: Escolher a arte marcial que você quer praticar. Não é tão simples assim, ainda mais se você não conhece nada. Sugiro assistir algumas aulas de várias modalidades e escolher uma com a qual você simpatize. O “clima” da academia é MUITO importante.

Depois que escolhi o Karate, precisei comprar o uniforme de treinamento, o popular kimono (que na verdade não é o nome correto, mas em qualquer loja só vão conhecer mesmo por kimono, então chame-o assim). Segundo passo: A escolha do uniforme. Teoricamente era pra ser algo fácil, é só chegar e comprar um kimono, mas não é tão simples assim. Dependendo do quê e de onde você treina, você só pode utilizar um kimono completamente branco. Há sistemas que permitem um kimono azul, ou um preto, ou um rosa, ou... Inúmeras cores. E não pense em economizar. Se for treinar algo como judô ou jiu jitsu, não compre um kimono de karate por ser mais baratinho. Ele vai rasgar em duas ou três aulas.

Escolhido o uniforme, bem, lá vamos nós para o treino. Simples, não? Não! Você agora começa a entrar em uma nova cultura. Dependendo do que treinar é simples, a maioria dos termos é em Português. Por outro lado, na maioria dos lugares você vai escutar termos em Japonês, Chinês, Coreano, Tailandês, Filipino, Hebraico, Francês... Uma Torre de Babel marcial. Terceiro passo: No início decorar, depois entender. Você vai se atrapalhar com os termos, mesmo em Português. Ou vai dizer que você sabe dizer o que é um “rabo de arraia”?

E começamos a aula, fazendo os movimentos que o professor demonstra. Nossa, ele faz tudo parecer simples, né? É, mas é só impressão. Não é simples, ao menos não no começo. Você não tem equilíbrio ainda, embora pense que tenha. Ainda não sabe “utilizar o quadril”, “deslocar o centro de gravidade” entre outras coisas.

Quarto passo: Não se desespere. Você com o tempo vai conseguir. Não se sinta diminuído ao ver todo mundo conseguindo e você não. Todo mundo ali teve sua primeira aula, inclusive o professor. O legal nas artes marciais é você perceber o seu desenvolvimento, você conseguindo vencer suas barreiras.

Nossa, agora você está conseguindo mais ou menos fazer os movimentos de bloqueio, ataque, quedas e chaves. Está feio, mas já consegue não cair ao se mover. Legal. Chegou a hora de fazer um treino livre com algum colega. Sim, claro, é uma arte marcial, porrada é inerente ao aprendizado. Sim, você VAI sentir dor. 

Quinto passo: Não chore. A dor faz parte do aprendizado de artes marciais, não tem jeito. Nariz sangra, você sai arranhado, com hematomas. Nossa, até mesmo bater dói, acredite. Mas com o tempo você acostuma e aprende a não se machucar. E passa a adorar isso! Parece loucura, e é.

No geral, quem não conhece esse lindo caminho das artes marciais, acha que tudo não passa de violência. Não é bem assim. Aprendemos a lidar com nossos medos, a lidar com situações de pressão e a nos superarmos. Nossos colegas de treino acabam se tornando uma segunda família, e bastante unida. Você passa a pesquisar mais sobre a história do seu estilo, e de outros, e aprendendo muito sobre a cultura do local de origem, ou mesmo do seu próprio país, dependendo do estilo escolhido. Eu escolhi esse caminho por pura curiosidade, e me apaixonei perdidamente.


Copiado descaradamente de mim mesmo em uma postagem feita no blog da Fran

domingo, março 18, 2012

Dionísico Blog

Hoje estava por Jacarepaguá pois minha esposa foi fazer uma prova e, como eu ficaria com MUITO tempo livre, resolvi ir em uma adega que era frequentada pelo meu bisavô materno, avô materno e avô paterno. Eu ia muito lá com meu avô e meu pai, e adorava aquele clima dionísico: Sotaque português constante, cheiro de vinho, barris e mais barris empilhados e sempre música típica portuguesa. Toda vez que eu ia lá meu pai ou meu avô me davam uma provinha do vinho que iam comprar, e não, nem por isso me tornei um alcoólatra. Sim, houve um tempo em que era comum se fazer isso. E a criança crescia acostumada com isso e ao chegar em uma idade em que poderia comprar bebida sozinho, não enchia a cara. Enfim, isso é coisa pra outro texto.
Chegando lá,a encontro deserta, triste, sem música nem ninguém. Uma sombra do que já foi um dia. Fui ao "anexo", um lugar grandioso que tenta parecer um castelo, construído pelos donos da tal adega. Enorme, impessoal, frio e sem vida, que realmente tem uma variedade enorme de vinhos, mas só porcaria barata e sem gosto algum. Coisa pra quem quer encher a cara em churrasco de laje. Em nada se parecia com aquele ambiente alegre e vivo que conquistou gerações da minha família. Dionísio não estava por lá.

É, fica a lembrança. Bons tempos que infelizmente não voltam mais. Não pela adega em si, mas aquele contato entre neto e avô que se tornou impossível pois, citando Neil Gaiman, "A vida é uma doença: sexualmente transmissível e invariavelmente fatal."



quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Dotô Blog

Há 4 anos virei funcionário público. Como toda boa estatal, lá existem os chamados “Cargos Comissionados”, que não são exatamente uma promoção, e sim um cargo de chefia que a pessoa ocupa, até segunda ordem. A pessoa é, oficialmente, escolhida por ter a capacidade técnica e a prática necessária pra ocupar tal cargo.

Na prática, basta você ter um bom networking pra conseguir um desses cargos, e não precisa nem fazer concurso pra isso. Claro que isso não é com todos, vejam bem, alguns realmente ocupam tal cargo por ter capacidade para isso, mas são raros. Mas existe um fenômeno interessante para quem ocupa tais cargos: O Doutorado Temporário
. Pois é, lembro de que dia desses a atual Drª Phulana era simplesmente a Phulana do Almoxarifado. Mas bastou pegar o cargo que o sufixo “DOUTORA” passou a fazer parte do seu nome. Sem sequer ter feito algo além do Ensino Médio, quem dirá Doutorado!

E esse mal aflige outras profissões! Vão me dizer que faz sentido advogados serem tratados como DOUTOR”? Que faz sentido delegados serem tratados por “DOUTOR”? Eu já acho errado chamarmos médicos de “DOUTOR”, mas vá lá... só não me peçam pra chamar outros jalecos brancos de “DOUTOR”, como os Fisioterapeutas, Psicólogos e Fonoaudiólogos da vida.



domingo, fevereiro 05, 2012

Religioso Blog

  Está tomando força aqui no Rio um movimento contra a intolerância religiosa, visto que casos de ignorantes que depredam imagens sacras tanto de igrejas católicas quanto de centros espíritas está aumentando de forma preocupante. Em sua grande maioria são evangélicos que não entendem nada da própria religião que costumam chutar imagens de santos na tv, que dizem que Orixás são manifestações do demônio, que são mais judeus que os judeus (sabe-se lá pq um povo agora cisma de querer falar termos em hebraico) e por aí vai. Não que católicos, espíritas e afins não façam isso, mas pelo menos não veiculam programas em rede nacional fazendo essas burradas. Voltando ao assunto, criou-se um Disque (odeio essa palavra, um dia explico pq) Denúncia contra a intolerância religiosa, e vereadores cariocas estudam medidas para diminuir essa estupidez.
Tudo isso é louvável, mas vieram cá em minha mente ociosa algumas situações que podem ser um tiro no pé desse movimento

1ª situação: Ateus.

A pessoa tem todo direito do mundo em não acreditar que exista um grande jogador de The Sims controlando tudo que acontece no universo ou que cada peido que damos estava em nosso destino.
Mas seguidores de qualquer religião costumam ser bem rudes com quem duvida da existência de Papai do Céu.

Não seria isso um caso de intolerância religiosa?


2ª situação: Satanistas

Assim como alguns adoram Deus, outros adoram Satã, mas não podem se expressar publicamente pois são hostilizados e se você ousar mencionar o ensino do Satanismo em escolas é capaz de ser linchado.

Intolerância religiosa, não?


3ª situação: Pagãos

Há quem prefira seguir deuses nórdicos ou gregos e se denominam pagãos por algum motivo que desconheço, mas eles também tem seus direitos. Melhor pararmos de utilizar a palavra “Mitologia”, ou então chamar qualquer religião de “Mitologia”.

Direitos iguais, não?


Conclusão: É bom ficarmos atentos a partir de hoje e tentarmos ser menos esquentados com religiões alheias! As vezes aquele “Vá para o Diabo que te carregue!” pode ter a mesma intenção de um “Vá com Deus”.




quarta-feira, janeiro 25, 2012

Olhos de lobo

Meus olhos dourados de lobo podem ver
Tudo que você esconde de mim
Nenhum segredo está a salvo.
Por direito eu declaro
Quando a vejo como minha presa
Lhe asseguro que não existe maneira de escapar de mim.
Morte é seu destino.
Nunca me desafie, a não ser que queira morrer
Uma precoce, e muito dolorosa morte;
Jamais confie no suave suspiro do vento
Pois é com ele que seu odor me é legado.
Quando ouvir o uivo do lobo, então é hora de se esconder.
Pois mesmo que consiga ocultar o medo
Meus olhos dourados de lobo podem ver seu coração.


domingo, janeiro 22, 2012

Lendário Blog

Era uma vez um pequeno país formado por cidades independentes chamado Grécia. Todos viviam felizes com suas togas coloridas, vinho, orgias, escravos e tudo de bom que a vida pode oferecer. Daí, em certa ocasião lá pros idos de 492 antes de Gzuis, um persa chamado Dario I, pai de Xerxes I (é, esse mesmo que você está pensando), decidiu invadir este país e tocar o zaralho pra depois ter livre acesso pra Europa.
 Bom, na verdade todo lugar que ele invadia ele acabava fazendo com que se desenvolvesse mais ainda, mas isso é mero detalhe, o que interessa é que ele ia acabar com as orgias, e isso era inaceitável. Enfim, Dario chegou conquistando logo de cara a Trácia e tornando a Macedônia um tipo de capacho comercial deles e, no ano seguinte, mandou embaixadores para todas as cidades gregas exigindo submissão completa. Todas aceitaram, exceto Atenas e This is Spaaartaaaaaaa!, que executaram os tais embaixadores persas. Dario ficou puto! Começou uma mega operação pra invadir a porra toda. Quem esses caras vestidos com togas multicoloridas e que curtiam trepar com garotinhos achavam que eram?
 Primeiro ele começou invadindo as ilhas. Moleza! Depois partiu para a área continental, chegando em Maratona, na rota para Atenas. Daí rola a lenda que um tal Fidípides, um arauto de Maratona, que picou a mula e correu de Maratona até This is Spaartaaaaa pra pedir ajuda pros espartanos fodões. E depois correu de novo até Maratona mas, lá chegando, tropas atenienses que por lá se encontravam já haviam despachado os persas de volta pra Pérsia, onde se encontrava o Príncipe da Pérsia (citação obrigatória de um jogo clássico), Xerxes I.
Fidípides comemorou? Porra nenhuma! Correu novamente, dessa vez até Atenas, que ficava a 42 km de distância dali pra anunciar a vitória. Lá chegando, começou a berrar “Nenikékamen!” que queria dizer que eles venceram a contenda. Depois de anunciar a vitória, caiu mortinho da silva. Porra, em 2 dias ele tinha corrido mais de 200km, sem ser atleta. Nada mal pra um típico grego beberrão.
Alguns séculos depois criaram uma prova de corrida com exatos 42 km e deram seu nome de Maratona, em homenagem ao lendário Fidípides.

Enquanto isso isso, na Pérsia, Dario I estava puto. Muito puto! Começava a arquitetar uma nova invasão, em escala infinitamente maior. Mas morreu de velhice, tadinho, ficando incumbido dessa missão o seu filho Xerxes I, que não se parecia com a Vera Verão.

Mas isso eu conto mais tarde.




domingo, janeiro 15, 2012

Jogo do copo


Quatro jovens resolveram fazer uma brincadeira um pouco fora do comum para sua idade. Um deles leu em uma revista de esoterismo como fazer o jogo do copo.
. Resolveram comprar um copo e começar a sessão. Esperaram seus pais saírem de casa para acenderem as velas na sala, colocar os papés com as letras, os números e as respostas SIM e NÃO e iniciar os trabalhos. Algumas rezas, piadas e movimentos dos garotos no copo, um deles resolve fazer as perguntas sérias:

- Tem alguém ai?

E o copo se movimenta para o sim

- Qual é o seu nome?

E o copo vai para a palavra não.

- Você é homem ou mulher?

O copo treme repentinas vezes e para. Os jovens começam a gostar da brincadeira:

- Você era careca?

Todos caem na gargalhada e o copo não sai do lugar.

- Como você morreu?

O copo volta a tremer mas não sai do lugar. Os rapazes insistem e a pergunta foi repetida três vezes, até que o jovem que perguntava pede uma prova da existência de um espírito na sala:

- Se há alguém nessa sala, dê um sinal.




Nesse momento o telefone toca repentinamente. Eram 22:00. Os jovens ficam assustados num primeiro instante, mas depois se acalmam e começam a dar risada da situação. Da coincidência do telefone tocar. Eles não atendem ao telefone e o mesmo para de tocar. Depois de um pouco de hesitação, decidem voltar a brincadeira.

De volta à mesa, o jovem repete a pergunta:

- Tem alguém ai? Dê-me uma prova que você está ai...

Novamente o telefone toca. As crianças ficam assustadas e deixam o copo cair. Estranhamente ele não se quebra e fica tremendo no chão, enquanto os ruídos incessantes do telefone ecoam por toda a casa. Os jovens criam coragem e resolvem atender ao telefone. Num lançe de desespero e impulsionado pelos amigos, o jovem pega o telefone e diz com uma voz tremula:

- Alô?

Silencio absoluto. Algumas gargalhadas dos garotos e mais uma tentativa:

- Alô? Alô? Tem alguém ai? Em tom de brincadeira

Mas, ao invés de silêncio, uma voz sai do fone:

- Essa é a prova

Todas os jovens saem correndo de casa, desesperados, pedindo a Deus por suas vidas e prometendo nunca mais brincar com os mortos.


terça-feira, janeiro 10, 2012

Elefantino Blog

Hoje terminei de ler "A viagem do elefante", de José Saramago. Creio não ser necessário ressaltar o quanto adoro a obra deste lusitano escritor mas, assim mesmo, direi de qualquer forma: Adoro. Simples assim. Desde o primeiro livro que li,  “A Caverna”. que narra a história de um oleiro misturada ao Mito da Caverna, de Platão.
Desde então virei um fã do velhinho. Parti para ler “As intermitências da Morte”, que narra o que acontece quando a Morte decide parar de matar. Sim, cansada de ser mal vista, incompreendida, ela decide que ninguém mais, num certo país, irá morrer. Imaginem os problema que isso não causou? Outro que adorei, “Cegueira”, dispensa comentários. Quem ainda não viu o belo filme de Fernando Meirelles?
Outro que merece destaque, para mim, é "A jangada de pedra", uma história em que a Península Ibérica simplesmente se desprende do resto da Europa e passa a navegar pelo Atlântico.
Mas, de longe, meu livro favorito do velhinho é “O Evangelho segundo Jesus Cristo”. Ousado. Herege. PERFEITO. Mostrando um Jesus mais humano, e analisando por outra ótica certos fatos da Bíblia, Saramago criou um livro perfeito, que foi proibido em Portugal, sua terra natal, e fez com que ele, magoado, se mudasse para as Ilhas Canárias.

(SPOILERS a partir daqui)

Porém o que me fez escrever aqui hoje foi o livro citado lá em cima, "A viagem do elefante", cuja idéia surgiu quando em visita a Áustria ele foi em um restaurante chamado "O Elefante" e, intrigado sobre uma estatueta que viu, perguntou à sua tradutora do que se tratava. Ela representava um elefante indiano dado de presente ao arquiduque Maximiliano II, futuro imperador austríaco, pelo rei de Portugal, Dom João III. A partir daí ele pesquisou sobre este inusitado fato histórico e escreveu a saga do elefante Salomão e Subhro, seu cornaca. 
No trajeto o elefante opera "milagres", é visto como um deus em uma vila, salva uma menininha e é idolatrado em ao chegar em Viena, onde passa seus últimos anos de vida, vindo a se tornar objeto de decoração após partir desta para o paraíso elefantino.

Recomendo!

domingo, janeiro 08, 2012

Junk Foodístico Blog

Quando você vai em um praça de alimentação de algum shopping center, as opções não são muitas, não é? As opções normalmente são: Junk-food, comida à quilo, pizza, sushi fajuto, salgados e pastel. Na maioria das vezes, optamos por junk-food, por ser mais rápido e, na sua maioria, mais barato. Aí, as opções que sobram são poucas mesmo! Abaixo a minha lista pessoal de opções:

- Habib's
Esse eu abomino! Além do pedido demorar, quase sempre vem errado.

- KFC
Adoro o sabor, mas o atendimento ficou lerdo e os sandubas diminuiram,  infelizmente só tem em poucos lugares.

-Burger King
Ótimo sabor, tamanho razoável dos sandubas, mas aqui no RJ não rola o Free Refil, o que acho uma sacanagem. O preço elevado era justificado pelo refil, oras.

- Zack’s
ADORO. Mas é muito caro pra comer sempre. :P


- Mc Donald's
Rápido, ótima batata frita, mas todos os sanduíches tem o mesmo gosto.

- Bob's
Leeeeeeerdo. A batata frita é uma grande porcaria. Mas te permite adicionar mais queijo, mais carne, bacon, molho... e ainda por cima fica aquele gostinho de sujeira de chapa, que é o que dá o sabor.

Sendo assim, na maioria das vezes eu acabo comendo ou no Bob's ou no Mc Donald's, o que me rende situações inusitadas.
No Bob's, fico espantado com a lerdeza dos funcionários e com a inacreditável falta de coordenação motora para montar um sanduíche. Ele sempre vem meio torto, como molho pra tudo que é lado. Vai ver contratam pessoas com Parkinson pra montar os sandubas.
Já no Mc Donald's, fico espantado com a filosofia Fordista entranhada na mente dos funcionários. Tudo segue um padrão, até na hora de peidar eles devem seguir uma ordem e fazer os movimentos friamente calculados. Mas é isso que torna interessante o Mc Donald's, a rotina. E, se você tiver paciência, pode até achar divertido fazer surgir uma falha na Matrix. Não entendeu? É simples! No mundo todo os sanduíches são iguais mas, como nós brasileiros não somos muito fãs desse negócio de modelos, projetos e tal, surgem chatos como eu que odeiam tomate em sanduíche. E somos muitos aqui no Brasil. Pois bem, aí eles pra se adaptarem te deram a importantíssima opção de poder retirar a fatia de Mc Tomate do seu sanduba, e ainda por cima fazer com que a caixa do seu sanduba venha com um adesivo escroto, como se estivessem fazendo um favor. Mas, peça qualquer sanduba e solicite que se retire o tomate e, com paciência, observe a revolução que ocorre na loja. O caixa já começa a suar frio e já pede o sanduíche com uma voz meio trêmula. O cara que recebe o pedido já olha espantado e, assim que recebe a carne frita, o pão e o outros ingredientes ele trava, pensando no que fazer com tudo aquilo sem poder seguir a ordem que está acostumado. A Matrix trava, e só volta a funcionar quando um supervisor ou o gerente berram com o montador, que destrava e volta a montar o sanduíche.

Diversão até na hora de pedir o lanche.


domingo, janeiro 01, 2012

Mitológico Blog


  Algum de vocês já presenciou algo que só se lê em livros sobre Mitologia Greco-Romana?

Eu já.

Na verdade, quase todo sábado eu vivo a mesma cena mitológica.
Já ouviram falar do Hades? De Caronte? Do Rio Estiges?
Hades é o nome do deus grego que comanda os INFERNOS, na verdade o lugar também é chamado de Érebo ou Hades mesmo. Os INFERNOS não são como o Inferno judaico-cristão, são apenas as profundezas da Terra, onde existe um tribunal presidido pelo próprio Hades e com 3 juízes: Minos, Éaco e Radamanto, 3 figuras taciturnas que sem hesitação castigam ou recompensam as almas. As almas, após julgadas, ou iam para o Tártaro ( que seria nosso inferno) ou para os Campos Elísios ( que seria nosso céu).
Para chegar neste tribunal a alma percorre um longo caminho. Ao saírem de seus corpos mortos, as almas se dirigiam até as profundezas e, lá chegando, devem ir até a margem do Rio Estiges e entregar um óbolo ( uma moeda) para Caronte, o barqueiro do Rio Estiges, para que ele as conduzisse pelo rio até o tribunal. O óbolo era colocado sob a língua da pessoa ao morrer para que ele a entregasse à Caronte, porém, se a pessoa não tivesse o óbolo, passaria a eternidade vagando pelas margens do rio Estiges.
Tudo isso foi para dar uma idéia sobre os momentos mitológicos da minha vida.
Todo sábado de manhã, lá vou até a margem do Rio Estiges ( ponto de ônibus) pegar meu barco. Se for um sábado chuvoso, sem problemas, mas se for um sábado de sol, começa um suplício.
Entrego meu óbolo (passo o Riocard) à Caronte ( que é duplo aqui, motorista e cobrador) e sigo rumando pelo Rio Estiges ( Avenida Brasil). Viagem aos Infernos. Mas, por quê?
Pegar um 342 ( Jardim América - Castelo) num Sábado de sol é um martírio. Hordas de farofeiros invadem o ônibus com seus cabelos cheios de água oxigenada cremosa, suas panelas com panos úmidos por cima ( pra não ressecar... argh) e suas pranchas de isopor tomando espaço dentro do ônibus. E claro, falando alto e tocando pagode, afinal, tem que ter espaço no ônibus pra tambores e cavaquinhos, né? Este ônibus em particular tem um grande problema. Passa por 3 pontos de alta concentração farofística: Piscinão de Ramos, Estação Leopoldina e Central do Brasil. No piscinão descem algumas pessoas, mas nada que deixe o ônibus mais confortável. Depois, na Leopoldina, descem várias pessoas pra pegar ônibus pra zona sul, e na Central desce o resto, pra pegar ônibus pra Barra da Tijuca. Sobram poucas pessoas no ônibus... poucos gatos pingados que tem mais o que fazer num sábado do que ir pra praia com a Rosicreide e o Uóston.
Esses são meus sábados mitológicos.

Filósofos, Teólogos e afins que me desculpem, mas só eu presencio fatos Mitológicos ao vivo e à cores!!!