Pular para o conteúdo principal

Dionísico Blog

Hoje estava por Jacarepaguá pois minha esposa foi fazer uma prova e, como eu ficaria com MUITO tempo livre, resolvi ir em uma adega que era frequentada pelo meu bisavô materno, avô materno e avô paterno. Eu ia muito lá com meu avô e meu pai, e adorava aquele clima dionísico: Sotaque português constante, cheiro de vinho, barris e mais barris empilhados e sempre música típica portuguesa. Toda vez que eu ia lá meu pai ou meu avô me davam uma provinha do vinho que iam comprar, e não, nem por isso me tornei um alcoólatra. Sim, houve um tempo em que era comum se fazer isso. E a criança crescia acostumada com isso e ao chegar em uma idade em que poderia comprar bebida sozinho, não enchia a cara. Enfim, isso é coisa pra outro texto.
Chegando lá,a encontro deserta, triste, sem música nem ninguém. Uma sombra do que já foi um dia. Fui ao "anexo", um lugar grandioso que tenta parecer um castelo, construído pelos donos da tal adega. Enorme, impessoal, frio e sem vida, que realmente tem uma variedade enorme de vinhos, mas só porcaria barata e sem gosto algum. Coisa pra quem quer encher a cara em churrasco de laje. Em nada se parecia com aquele ambiente alegre e vivo que conquistou gerações da minha família. Dionísio não estava por lá.

É, fica a lembrança. Bons tempos que infelizmente não voltam mais. Não pela adega em si, mas aquele contato entre neto e avô que se tornou impossível pois, citando Neil Gaiman, "A vida é uma doença: sexualmente transmissível e invariavelmente fatal."



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Limítrofe Blog.

Você acorda cedo.

Você acorda cedo e sai de casa cedo.

Você acorda cedo e sai de casa cedo pois pega dois ônibus para ir pro trabalho.

Você acorda cedo e sai de casa cedo pois pega dois ônibus para ir pro trabalho pois quer ir em relativo silêncio.

Você acorda cedo e sai de casa cedo pois pega dois ônibus para ir pro trabalho pois quer ir em relativo silêncio visto que no trem, onde você levaria somente meia hora para chegar ao trabalho, o silêncio é algo que não existe.

Você acorda cedo e sai de casa cedo pois pega dois ônibus para ir pro trabalho pois quer ir em relativo silêncio visto que no trem, onde você levaria somente meia hora para chegar ao trabalho, o silêncio é algo que não existe e você quer um pouco de silêncio em sua vida pois no seu trabalho o telefone toca o tempo todo e em casa você tem vizinhos ouvindo música alta o tempo todo e na frente de casa tem uma porra de um lanterneiro.

E todo o dia a mesma coisa. E todo dia é o Dia da Marmota.

Você já nem aguenta mais ouvir seu n…

Dupliplusbom Blog

De uns tempos pra cá, por algum motivo que desconheço, uma galerinha "dubem" passou a querer controlar o que você diz, faz ou pensa. Tudo isso em nome da bondade, respeito e pluralidade. Oprimem contra a opressão. Censuram pela liberdade. Fazem malabarismos lógicos para taxar como ditaduras aquilo que não gostam e chamar de democracia ditaduras descaradas que compartilham de sua ideologia.

 Quem já leu o romance “1984” de George Orwell vai entender de cara essa questão. Essa galerinha "dubem" utiliza de duas ferramentas linguísticas que Orwell descreveu muito bem em sua distopia: duplipensamento e novilíngua. Basicamente, essas ferramentas visam moldar o pensamento a partir da mentalidade revolucionária e limitar a capacidade de comunicação e expressão dos indivíduos, transformando-os em meros robôs. 
O duplipensamento é o ato de aceitar simultaneamente duas crenças mutualmente contraditórias como corretas. Parece com hipocrisia, mas na verdade a pessoa REALMENTE acr…

Rockinriozístico Blog, parte 1

Ontem fui novamente ao Rock in Rio. Falem o que quiser, mas eu gosto desse programa de índio. E dessa vez o transporte foi até bem facilitado (NADA que se compare ao de 2001, com seus ônibus saindo de inúmeras partes da cidade, incluindo Vigário Geral), não sendo um grande inferno como o de 2013.

Basicamente descemos quase em frente à entrada, num terminal do BRT. Apesar da grande quantidade de pessoas, o fluxo seguia normal. 

A entrada em si demorou, pois havia uma fila pra já garantir a passagem do BRT na volta, a fila da revista e a da bilheteria, mas não foi nenhum absurdo. Demorava mais desviar das inúmeras selfies sendo tiradas. 

Havia, por alguma razão, uma área dedicada aos games e afins, com alguns cosplayers. E nunca escondi meu desprezo por esse tipo. 

Havia muita gente com camiseta do Rock in Rio. No Rock in Rio. Fiquei imaginando que seria um tipo de abadá pra uma micareta. 

Havia uma galera com roupa tipo de motoqueiro americano. Ou aquela galera parecendo punk. Ou metaleiro…