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Blog, doce Blog

Cá estou eu de volta, retornando do meu hiato criativo (desculpa esfarrapada) para mais uma vez brindar todos os meus leitores (é, todos os 2 ou 3)com meus brilhantes textos (ha-ha-ha) recheados com o mais fino humor (ôoooo), ironia (uhum...) e sarcasmo (claro, claro...).
Bem, só posso dizer que tudo ocorreu por algumas mudanças na minha vida, que eu explicarei mais adiante.

Não que alguém se importe com isso, mas o blog é meu, o narcisismo é meu e o egocentrismo também.

Comentários

  1. Se ficou curioso, continue lendo e comentando.

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  2. ok! ok! eu preciso voltar, to curiosa.

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  3. "ironia (uhum...) e sarcasmo (claro, claro...)."
    É sempre bom e encomoda de certa forma.. não pra mim que uso com frequencia essas duas belas formas de atitude!

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Ilusório blog

A Síndrome de "Botinho".

 Existe no litoral carioca, desde os anos 60, um projeto do Corpo de Bombeiros chamado "Projeto Botinho". O projeto visa estimular a prevenção de acidentes marítimos por meio de brincadeiras.
Semana passada um estagiário ( o elo entre humanos e cafeteiras) me contou que ele já fez parte de tal projeto, e como isso gerou nele uma falsa sensação de segurança. Ele narrou que fez parte do projeto por 3 meses, aos 11 anos de idade, e aos 15 foi brincar numa piscina de ondas na Baixada.Foi alertado para não ir para a parte funda pois era muito forte, mas estufou o peito e disse "Coé, eu fui botinho!".

Quase se afogou.

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Eu passei por isso uma vez. Treinava Aikido havia um tempo, e fui fazer umas aulas de Luta Livre. Na hora do sparring, o professor perguntou "Sabe alguma coisa sobre aplicar e defender…

Memento mori.

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Ao entrar no banco, perguntei à recepcionista se havia sido assalto. Não foi. A pessoa simplesmente caiu morta. Puxaram o cabo do outro lado da Matrix.
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Sabe como é ter realização profissional? Eu não.
Há um certo tempo venho notando que deixei de ser uma pessoa, o Alexandre Santana, e virei o "rapaz do ponto". Sim, eu cuido da frequência no porto do Rio, em especial da Guarda Portuária. É um trabalho. É digno. É honesto. Mas deixei de ser uma pessoa e me tornei um relógio de ponto. Fui coisificado.
Sim. Na maioria dos dias eu mal chego (07:00) e não ouço bom dia e sim um "Ei, o relógio está com defeito!" ou um "Oi, estou com um probleminha aqui no ponto..." e o pior de todos "Olha, vocês me deram falta aqui (sim, eu fui na frequência de um fdp aleatório e taquei falta, claro...)". 
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Foda-se, …