Pular para o conteúdo principal

Musculoso blog





 
  Após anos tentando começar e desistindo no mês seguinte, me vi obrigado a me inscrever, frequentar e continuar na musculação. Ordens médicas pra que eu possa continuar a treinar minhas porradas em paz sem minha coluna me foder muito mais.
 Não é segredo que nunca gostei de musculação nem do marombeiro médio. Não, não acho que malhar seja coisa de gente burra e nem perda de tempo. Apenas acho que é um exercício muito chato, extremamente maçante. O clima de uma sala de musculação não me agrada nem um pouco também, e o marombeiro médio tem umas manias muito escrotas.

Seguem minhas razões pra detestar esse trem:

- Não consigo não me achar idiota usando a tal mesa flexora. Parece que vão me preparar pra um exame de próstata.

- Mesma sensação pra cadeira adutora. Mas aí parece que farão um Papanicolau.

- Música de academia. Sério, qual a razão pra colocar esses dance farofa?

- As pessoas ficam reparando no peso que cada um levanta.  Sério, inúmeras vezes já reparei  gente passando do meu lado e reparando quanto levanto no supino (já digo logo, não é muito) ou quantas plaquinhas coloquei no pulley. Prefiro fazer o movimento certo do que encher de peso, fazer o movimento errado justamente pra compensar o excesso de peso e me foder no processo. Não estou treinando pra ser guindaste mesmo.

- Gente que monopoliza um aparelho. Cara, faz as séries e se manda. Não precisa de um ano pra descansar entre uma repetição e outra.

- Gente que coloca toalha num aparelho pra “reservar”. Amigo, se até kimono já joguei longe, não vai ser toalhinha que vai me impedir.

- Gente fazendo pose em frente ao espelho. Autoexplicativo.

Mas nem tudo é ruim, devo confessar. A sensação de você a cada dia estar fazendo o treco sem sair tão morto ou estar todo dolorido no dia seguinte é boa. Você sai do treino ligado no 220. E estar me sentindo mais disposto e mais perceber que estou ficando mais forte (não hipertrofia, força mesmo) é excelente. Minhas dores na lombar ao fim do dia diminuíram justamente por estar fortalecendo essa área. E justamente o trabalho muscular ajuda a evitar lesões que são bem comuns nos treinos de artes marciais.


Isso sem falar na bendita endorfina.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os 47 ronin, parte 2: A hora da vingança.

Como dito no post anterior,  o daimyo Asano Naganori se viu obrigado a realizar o seppuku por ter ferido um superior no palácio do Shogun.
Tal notícia foi levada para Oishi Kuranosuke Yoshio, conselheiro de Asano, que assumiu o comando e levou a família Asano para longe, antes de cumprir as ordens do Shogunato e entregar o palácio e o feudo para agentes governamentais.
Dos mais de 300 homens de  Asano, 45, junto com o líder Oishi, recusaram-se a permitir que o seu senhor não fosse vingado, embora o Shogunato houvesse proibido a vingança nesse caso. Sim, haviam casos em que a vingança era tolerada.
Eles se uniram, fazendo um juramento secreto para vingar seu mestre matando o vacilão do Kira, mesmo sabendo que seriam punidos severamente por isso.
Só que o Kira tava bem guardado, e sua residência tinha sido fortificada e a segurança reforçada pois todo mundo sabia que os samurai eram meio doidos. Os ronin perceberam que teriam que esperar a poeira baixar antes que pudessem ter uma peque…

Kitânico Blog 2, a Missão.

監督·ばんざい (Kantoku. Banzai!) ou "Glória ao cineasta!" é um filme autobiográfico de Kitano. É o segundo da trilogia autobiográfica, iniciada com Takeshis e terminada com Aquiles e a Tartaruga. Neste ele usa uma forma meio "Monty Python's The Meaning of Life", com várias esquetes meio com uma certa ligação entre si para contar criativamente sobre como um hiato criativo o está atacando. 
 É um filme bem difícil de descrever, é meio como se Ed Wood e Stanley Kubrick se juntassem numa só pessoa e fizesse um filme. E atuasse. E usasse um boneco de fibra como dublê. A forma como ele narra usa recursos propositalmente toscos de computação gráfica, pessoas agindo como se estivessem em anime e hilárias autocríticas a seu estilo e sua fixação por violência e Yakuza. 
Resumindo: Takeshi Kitano, interpretado por Beat Takeshi (Sim, são personalidades distintas) busca desesperadamente um novo gênero que trará o público de volta aos cinemas, visto que seus filmes nunca foram suces…

Kitânico Blog 3, o Desafio Final.

Nessa minha última ida ao festival de Takeshi Kitano na Caixa cultural eu revi "Zatoichi" de 2003. Adoro esse filme, tenho o DVD e sou fã do personagem.
 Zatoichi é um dos personagens de ficção mais conhecidos na literatura do Japão e TV. O personagem foi criado pelo escritor Kan Shimozawa e depois foi adaptado para a TV pelo Daiei Studios e originalmente interpretado por Shintaro Katsu.
 Zatoichi aparece como um anma san (massagista) cego que vagueia ganhando a vida realizando suas massagens, acupuntura e jogando dados. No entento, ele é um excelente espadachim do estilo Muraku-Ryu de kenjutsu e iai e também mostra habilidades em Sumo, taijutsu e kyujutsu.
 Ele não carrega uma katana comum, e sim uma shikomizue (espada disfarçada de bengala). Ou seja, ele passa a imagem de um massagista cego completamente indefeso. Isso, pra mim, é genial.
Então, Kitano sempre foi um fã de Chanbara (o nome original dos filmes de samurai) e nada melhor que esse personagem icônico pra fazer …